

coisas interessantes que se descobrem nos hospitais, em momentos de espera angustiante.
(a minha Maria deve fazer o pior pós-operatório do mundo! safada!)
... volta e meia - e já pensam que me conhecem!


coisas interessantes que se descobrem nos hospitais, em momentos de espera angustiante.
(a minha Maria deve fazer o pior pós-operatório do mundo! safada!)



isto é o que se chama ‘não ter um emprego estável’!
nesta esquina não dá? no problem! pega-se nas bicuatas e muda-se de sítio!
o que achei fantástico é a convivência entre os automóveis, os autocarros, as bicicletas, estes carrinhos, tudo sem atropelos e na boa!
como diz a minha querida K, o pior é o cheiro que estes carros deitam, quando estão a fazer os cachorros, as espetadas e o caneco!
há, ainda, quem confunda sinceridade com intromissão. os amigos fazem-no muitas vezes. acham que o seu dever é usar sempre a sinceridade nas suas opiniões, e eu acho isso muito correcto. só que, muitas das vezes, opina-se sem que seja pedida opinião e, pior, ficam muito ofendidos se depois não se segue a opinião que eles deram, porque a acham de um valor moral superior porque baseada na sinceridade. ora! a sinceridade havia de ser usada sempre e não torna a opinião mais valorizada, só por isso.
aliás, no extremo, o facto de uma pessoa ser sincera não a torna mais pertinente. pode-se ser sincero e dizer uma grande baboseira.
enfim…
… olaré que bom que é!
[sua alteza, a CondeÇa, agradeço-lhe sentida e reverencialmente.]

quando a coloquei, andávamos no meio da rua, a caminho de ir jantar. chegadas ao restaurante, um tailandês, fui à casa de banho, toda ela espelhada. olhei para o lado e apanhada de surpresa pensei: mas quem é esta que se enfiou aqui comigo?
(aquela coisa dá cá uma comichão…!)

a Maria (de peruca) em Times Square.
o interesse do post não é a tão famosa praça, que nem praça é, mas relatar a compra de adereços capilares por parte da dama. quando fizémos a primeira tentativa de ir assistir à missa no Harlem, de seguida parámos num loja que tinha a maior parafernália por mim vista, no que a cabelos diz respeito: perucas, pentes, escovas, ganchos, toucas, cremes, sei lá mais o quê!!!
na loja, trabalhava um rapaz do Senegal, que falava umas coisas de português, porque tinha tido um professor, António Silva, naturalmente tuga. ainda bem que não disse nenhum palavrão!
(vou procurar uma foto minha, de peruca lisa, já aqui ponho)

adoro placas de ruas. em nova iorque é um fascínio. a partir da houston para cima, quando acaba chinatown, começa tudo a ser muito linear. avenidas ao alto, ruas a atravessar. as avenidas no sentido este/oeste e as ruas de sul para norte. portanto, o nosso hotel estava ali como diz a plaquinha, na 45th, entre a 6ª e a 7ª. ou seja, mesmo com times square ao cantinho. e chega-se ao Harlem e os números desaparecem das placas e surgem nomes, os nomes de negros importantes para a comunidade – como podem observar pelo malcolm x!
e há ali uma plaquinha não tão frequente como as das ruas, mas que aqui e ali aparece, e que indica presença de câmaras de vigilância na rua. espero que não me tenham apanhado a fumar, pois a minha mãe não sabe…
quando comecei a jogar futebol, houve logo duas coisas que eu soube que jamais gostaria de ser: treinadora e jogadora profissional. mais tarde, quando fui dirigente, percebi que também jamais gostaria de ser dirigente de um clube profissional.
não é que eu não gostasse de organização e que, bastas vezes, rezei para que houvesse mais dinheiro para as deslocações e não só. mas o encanto do improviso, o colocar balizas à última hora, o chegar ao clube e não haver balneários disponíveis, toda essa ginástica que não raras vezes é preciso fazer quando se está no desporto amador.
isto tudo vem a propósito de um torneio de futebol feminino que fui assitir no sábado. inicialmente, ía para ver um jogo entre duas equipas com jogadoras que conheço há muito, e acabei por ficar até às sete e tal da tarde. muito concorreu o facto de ter podido estar com pessoal que não vejo bastas vezes, e depois toda a envolvência dos jogos e o que está por detrás deles: as jogadoras, os treinadores, os massagistas, os dirigentes, os seccionistas, a parafernália habitual – no meu sangue ainda corre muito de todo aquele folclore…
fiquei particularmente fascinada com uma equipa em prova. não pelo desempenho em campo, embora também, visto terem atingido a final, mas pela sua imensa capacidade auto-organizativa. perante a indisponibilidade dos treinadores, a quase ausência de dirigente, a inexistência de massagista, assumiram o seu desejo de participarem no torneio. pelo que percebi, meteram mãos à obra, reuniram o máximo de jogadoras possível, treinaram, e no dia do torneio lá estavam. com lanche previamente preparado e tudo. para quem não sabe, isto não é coisa fácil de operacionalizar. muito menos, quando se está habituado a ter as pessoas certas nos seus sítios, a saber: ter um treinador que oriente a equipa, um dirigente que organize a logística, etc, etc.
a última imagem que retenho, quando saí, era de um grupo de jovens e alegres jogadoras, em conjunto na bancada, com o estendal dos seus pertences todo montado: camisolas de jogo a arejarem no varão, que delimita o terreno de jogo, garrafões de água, sacos com maçãs, bananas, sandes, mais os sacos individuais. esperando tranquilamente o decorrer dos jogos que faltavam até à final – a final que elas iriam disputar.
não nego que, naquele tempo todo, estive imensas vezes tentada a dar uma mãozinha – não se preocupem com as horas que eu chamo-vos, eu preencho as fichas de jogo, etc, etc. coisa extremamente fácil para mim, apesar da distância de cinco anos. resisti à tentação, porque doutro modo, elas não teriam hoje o orgulho de poderem dizer que estiveram lá e que se safaram muito bem. e principalmente, porque toda aquela experiência de um dia inteiro juntas, sob a pressão dos jogos, a fadiga, lhes vem demonstrar à saciedade que o espírito de grupo, a vontade de concretizar, o querer, são das coisas mais inestimáveis no desporto. e que, aproveitando essa vivência de um dia por sua própria conta, em que conseguiram ultrapassar vários obstáculos, podem sonhar com desempenhos muito positivos quando a competição a sério começar.
a experiência do torneio pode muito bem servir de bandeira. não para pensarem que não precisam de mais ninguém, mas para confirmarem que, em equipa, a união é muito valiosa. porque quando se está dentro de campo, e as coisas estão a correr menos bem, há forças que só se encontram dentro de nós, ou junto das colegas que ali estão. o banco de suplentes torna-se uma coisa muito distante, embora que à vista desarmada pareça estar logo ali.
perante este relato, haverá quem diga que sou louca, ao preferir este contexto, ao invés do conforto organizativo e monetário que os profissionais têm. há coisas que só entende, quem experimenta. e as dificuldades aguçam-nos a criatividade e o desempenho. boas molas para a vida.
parabéns às jogadoras do Odivelas!
alívio. parte um.
(segunda, dia 6, lá vamos nós para o hotel das descobertas.)
uma aventura esta nossa vida. aventura romântica, claro, que não há soro, pontos, bisturis e outros que tais, que nos abalem!

nos limites de chinatown encontrei um parque público, onde a atracção principal era uma parede que dividia dois campos ao meio. e onde se joga uma espécie de squash, mas em vez das raquestes são as mãos que batem a bola. de um lado, o chinês, cheio de estilo, todos os gestos feitos com conta peso e medida, como se pode ver nas fotos, e a jogar com três miúdas. por puro lazer. do outro, o negro, a jogar a pares. e com pontuação e tudo, tipo roda bota fora. na foto em que ele está de braço esticado, indicava aos adversários um tipo que estava em cima do muro a ver o jogo, e que tinha reparado que a bola não tinha saído. ele repetiu não sei quantas vezes, em tom vitorioso, “thank you, sir!”, como que a querer dizer, aleluia que alguém viu!

pride em Queens - N.Y.C.
no sábado cumpriu-se mais um arraial lgbt. para mim, o melhor de todos. estava com algum receio do espaço, por causa do vento, mas a forma como as tendas foram dispostas criou uma espécie de barreira e esteve-se por lá muito bem. apesar de muita gente, o espaço era suficiente para se poder estar em grupo sem encontrões de quem passava. chegámos perto das 23. encontrámos amigas que nos aguardavam e montámos poiso num dos lados do bar da ILGA. foi muito divertido, especialmente porque a minha Maria levava uma peruca que comprou no Harlem, e entreteve-se a ver quantas pessoas não a reconheciam. ou, quem a reconhecendo, achava que ela tinha ido ao cabeleireiro fazer os caracóis. quando estávamos para bazar, começou a chover. a sério, a sério, apanhámos já no meio da passagem superior de peões. eu cheguei ao carro com a camisa toda molhada – como diz alguém, e bem, aproveitei para estrear uma t-shirt que a Maria me tinha oferecido. muita gira, branquinha, com um arco-íris no meio. ouvi dizer que o meu patrão é da Opus, que não a Gay, a outra mesmo, a do Dei. veremos se me acontece alguma coisa, quando a levar para o trabalho. tipo, se ele me manda colocar o cilício. na verdade, fazer mesoterapia é praticamente a mesma coisa, e agora anda para aí uma data de mulherio a fazer isso para emagrecer. eu já fiz, mas foi para curar uma tendinite num joelho. não é que agora não precisasse de emagrecer…
mas já me estou a desviar… o que eu queria mesmo era dar os parabéns à ILGA pela organização.
e dizer ao pessoal todo, com quem estive, que foi bué mesmo!
[a foto foi tirada pela maria no arraial do pride de Queens - o nosso é mais giro, pelo menos tem gente mais gira.]
coisas sobre as quais queria escrever:
- NYC + fotos
- arraial √
- torneio de futebol feminino
espero conseguir. agora… bem, agora, vou regressar ao trabalho (a minha Maria arranja-me cada coisa… bem, dá para as férias de praia.)
acho espantoso, como é que os dirigentes do benfica ainda não renovaram contrato com o nuno gomes. e nem se põe a condição de eles estarem demissionários, porque isso já devia ter sido feito há muito tempo.
como é possível deixarem que o capitão de equipa fique até à última sem renovar, quando passam a vida a apregoar que é preciso quem viva o clube, a mística e tal, essa coisa que há muito, mas muito, desapareceu da equipa profissional de futebol do clube.
depois, admiram-se que haja os di marias e os outros caramelos todos a dizer que o benfica é a porta de entrada para um grande europeu – eles devem pensar que os grandes europeus são a santa casa, mas pronto!
fora o nuno gomes capitão do porto e já isso estava resolvido há muito.
por uma questão de liderança. de alicerces. de mística, vá lá.
ou será que querem que o rapaz se canse e transformam-no noutro dirigente às três pancadas, como foi com o rui costa? para ajudar aos votos do vieira?
tenho andado um bocado afastada disto. uma série de coisas a concorrer para que o tempo e a disponibilidade escasseiem: muito trabalho, o computador a ter acessos de lentidão, preocupações quanto baste e amigas bastantes que nos levam o tempo livre. ainda não revi, sózinha, as fotos que tirei em nova iorque – o que e sintomático da coisa.
vem aí o fim de semana e já tanta coisa a acontecer: o ménage da casa, o arraial, queria ir ver um jogo de futebol, uma canseira, portanto.
…
tão fartinha, mas tão fartinha de hospitais…
[sabes que estarei sempre ao teu lado. com a mesma boa disposição e a mesma disponibilidade. que os hospitais não me incomodam mesmo nada, o que me custa é saber-te em sofrimento. se ao menos pudéssemos dividir as dores...]
ontem, depois da apresentação do livro, tive o prazer de ir jantar com algumas das pessoas directamente envolvidas na coisa. na coisa da apresentação, mas também na coisa das causas e do activismo.
eu penso que seria incapaz de ser uma activista – o objecto do activismo é irrelevante. porque não tenho essa capacidade de conseguir discutir com pessoas que não estão na mesma onda, ainda que possam ter ideias diferentes. e porque sou mentalmente muito preguiçosa. cansa-me procurar argumentos. a não ser que isso surja numa conversa em que esteja, no momento, predisposta.
sei da necessidade da existência desse tipo de intervenção, e dou por mim a sentir uma admiração profunda por quem se consegue envolver assim. embora acredite que é uma coisa viciante. que toma conta de nós, de forma quase invísivel e depois não larga. e estimulante, claro, que a luta estimula o raciocínio e desenvolve-o. daí o ser viciante, penso, porque em cada passo vai-se sempre um pouco mais além.
e, ontem, fiquei encantada por aquela paixão na discussão. só vivi essa situação quando estive ligada ao dirigismo desportivo. e, às vezes, dou por mim a ter umas saudades disso – da paixão na discussão.
muito obrigada a todos pelo momento de partilha.

a maioria das pessoas, que é hospitalizada, fica em camas no meio das enfermarias, tem dores no pós-operatório, e outras como eu, sofrem náuseas arrepiantes até quase à hora da alta.
quando se é CondeÇa, para além de não lhe acontecer nada do que anteriormente foi descrito, ainda se tem o privilégio de uma cama à beira da janela, que permite esta vista fabulosa! ah… e o tempo a ajudar à visibilidade!
realmente, quem nasce com o dito virado para a lua… nasce.
(miúda, vê lá se atinas agora! é que já me basta a minha dama, de vez em quando, lembrar-se de ir estagiar para o hospital!)

quando ouvi falar a primeira vez de armários e chaves e coisas que tais, já ía na namorada número “não sei quantos” – yah, esta foi para acrescentar mais uns pózinhos à coisa da promiscuidade. o que atesta a minha completa ignorância sobre uma série de assuntos. e… e comprova que nunca precisei de chave, porque não me recordo de me sentir armarizada (como tão bem dizem os nossos vizinhos espanhóis).
mas porque existe quem ainda não encontrou a sua chave… acredito que faça sentido estudar estas coisas.
para além do mais, será a forma de ver de perto o Miguel Vale de Ameida. quer dizer, já estive quase de cotovelo com cotovelo com ele, mas isso não interessa nada. (foramos nós straight e a coisa ainda rolava!)
bem, já divago. isto tudo para dizer… encontramo-nos lá?
calor. jantares com amigas. sol. praia. sangria de espumante a apanhar banhos de sol. dormir pouco. trabalhar alguma coisa. fotos de nyc já no computador (vamos ver quando há tempo de as colocar aqui).
enfim… quando uma pessoa é feliz, todas as pequenas coisas sabem bem!



caminhada de uma hora no paredão de oeiras.
bem fixe.
a meio comi um gelado! eheheh!

sandwich de pastrami no Carnegie Deli
uma pessoa vê chegar uma coisa destas à nossa mesa e… de repente, fica cheia só de olhar! é incrível a quantidade de comida que aquela gente ingere, por refeição!
para experimentar, pedimos a de pastrami e a de corned beef – cóbi, como dizia o empregado, que ainda falava pior inglês que eu! a de pastrami ainda se dá umas garfadas, mas chega a uma altura que já se deita as fatias de carne por tudo quanto é sítio da nossa (e vossa) imaginação!
no entanto, para além da experiência degustativa, vale a pena ir porque o sítio é emblemático, como o atestam centenas, senão milhares, de fotos de todos os hot shots americanos – e não só, certamente!
mais informação no site do Carnegie Deli.

chá gelado em Tearrific - Chinatown
uma das modas é beber chá gelado com bolinhas de tapioca lá dentro. só que as bolinhas não são assim tão pequenas e chega a uma altura que já começam a enjoar. mas é uma experiência a ter em conta, aqui.
… aqui com uma ligeira (para ser optimista!) impressão que a minha máquina fotográfica está com um problema no aparelho reprodutor! (esta é uma private joke)
entretanto, vou deixar aqui umas fotos do telemóvel – estão uma treta, ams pronto!
… porque não sei o que raio tem a p*ta da máquina, que não consigo copiar as fotos para o computador!!!
a coisa que mais me assuta nas pessoas é a sua incapacidade de reflectir sobre o erro. em vez disso avançam em mil justificações, qual delas a mais complexa, desviando dessa forma a atenção para terceiros e aliviando a sua responsabilidade na coisa.
são incapazes de assumir, de primeira, que poderiam ter agido doutra forma. aliás, muitos estão tão empedernidos em defesas, que nem conseguem ver que erraram. têm um comportamento quase autista perante o que os afronta e, em vez de tentarem perceber os outros, fecham-se na sua concha e ali andam emaranhados na sua teia de justificações.
tenho imensa dificuldade em lidar com gente assim, porque o diálogo se torna uma coisa impossível – não consigo falar em círculo, defeito meu, certamente.
isto tudo a propósito de uma dúvida que tentei esclarecer, ainda há pouco. e com a qual perdi dez minutos a ouvir divagações invocando terceiros, quando o óbvio, e mais simples, seria dizerem-me que se tinham esquecido de escrever no papel a que é que aquilo se referia. era só isso que eu queria saber: a que se referia determinado montante inscrito num documento do banco. e essa era a obrigação de quem assinou o maldito papel.
(a coisa não foi assim tão simples, porque ao fim dos primeiros cinco minutos, eu farta de o ouvi dissertar sobre o sexo dos anjos, disse que ele era muito complicado, e o senhor não gostou, obviamente. boca que não consegue ficar calada, e estas manhãs não têm sido fáceis, que ando podre de sono! e ainda acrescentou que eu não devia fazer juízos de valor, no que ele tem toda a razão, não me custa nada admiti-lo. mas se o homem é complicado, se esse facto transtorna a vida de toda a gente, vou dizer-lhe que ele é o quê? simples? a sinceridade é uma coisa fodida…)
Lupy,
cumé delta tejo este ano? bute?
… quando encontramos assim uma coisa tão bonita e tão bem escrita!
eu fiz parte daquele número gigantesco da abstenção – não porque não me apetecesse ir, mas porque não estava cá. se estivesse, naturalmente iria votar – foram poucas as vezes que não o fiz.
mas tenho ouvido alguns ecos dos partidos e, ou eu ando a perceber tudo mal, ou dá-me ideia que os partidos da oposição acham que a abstenção é resultado do mau desempenho do partido no governo.
devo estar a perceber tudo mal, certamente…
estão aqui duas tipas, e não, não é no meu trabalho, é nos ‘cunhados’ em benfica, a falarem de uma colega. tecem considerações profissionais baseadas nas pessoais, enfim um show! às tantas diz uma ‘ela foi para a maternidade de camisa de cetim, para ter bebé!’.
não, havia de ir para a maternidade ter o quê? um cavalo?
[gostar, preferencialmente, de mulheres, nos tempos que correm, não é uma coisa nada fácil. e não tem nada que ver com o preconceito e dificuldades de aceitação e coisas afins! tem que ver com o mercado, que é fraquíssimo! por isso, só vos digo: se estais bem servida/os, conservai. é um luxo!]
sou uma fumadora inconstante. tanto fumo muito, como pouco.
falar ao telefone ou estar à conversa com gente que fume é uma desgraça. mas, quando estou em casa ou de férias, fumo muitíssimo menos.
para a viagem levei um maço que só tinha 2 cigarros. achei que comprava no free-shop e lá chegada não me apeteceu carregar com o volume – a quantidade de cigarros que fumo diariamente não justifica o investimento e o carrego, dizia-me a Maria.
quando passados 3 dias resolvi fumar os cigarros que tinha, lembrei-me de ver o preço do tabaco. engoli em seco! 9 usd! pensei, nem morta! claro que se tivesse feito as contas, tinha compensado comprar, porque eu não iria fumar o maço todo. e cá, um maço dá-me para 2, 3 dias. mas embirrei que não comprava!
claro, ao final do dia, que esta coisa enquanto não se começa a fumar anda-se uns dias, mas depois de pegar num é o tal do vício, mas como dizia, ao final do dia cravava um à Maria – que é uma fumadora tão compulsiva, que um maço lhe dá para quase um mês, se não tivermos visitas em casa. o único problema é que a dama fuma slims de mentol. mas à falta de melhor…
isto tudo para dizer, que já fumei mais em dois dias, que na semana em que estive fora. é o jet lag, eheheh!
a experiência com maior impacto: a visita à The Abyssinian Baptist Church. num dia de culto, embora, infelizmente, não no dia de maior culto que é ao domingo.
confirmei duas coisas:
- que a fé é uma questão de entrega, daí ter tanta dificuldade em assumi-la (acho que mais ou menos já a sinto)
- que em qualquer outra vida fui negra (não consigo encontrar explicação racional para a afinidade que sinto, e esta parece-me uma explicação bastante aceitável. pelo menos para mim, que é o que conta)
e espero falar mais sobre isto, mas agora tenho de ir bulir.
… mas ainda meia chéché. esta coisa da diferença horária dá-me cabo dos circuitos. estou cheia de sono, mas este sono deve ser da sesta, visto serem quase 21,00, mas eu ainda estou com menos 5! enfim, isto vai levar algum tempo.
N Y C ? simplesmente fantástica!
Bem, a pedido da aNa escrevo este post para informar que elas estão óptimas (melhor que eu de certeza) e andam por NYC a passear, por isso esta ausência do blog.
Para elas um grande beijo e continuem o passeio e thanks pela confiança, ainda pensei em pintar o blog com grafitti mas era chato
Kianda
… com o acesso à CRIL, pela 2ª circular, que a toda a hora do dia é um trânsito completamente louco??
aquela merda é para ficar assim, ou é só agora que é novidade e tal?
não sei que rádio é esta que os meus colegas sintonizaram. mas, todos os dias, por volta das dez e tal, passa a alanis morissette a debitar aquela voz de gata dengosa, quase a roçar um esganiçada abafado! oh deus, como eu a detesto!
entretanto, às 9,45 já havia bué malta a fazer fila para o concerto dos AC/DC (ganda som, este do link!). cheira-me que o angus young deve ter algum problema na coluna, para andar sempre todo curvado. coitado do rapaz… rapaz de 54 anos, mas isso não quer dizer nada.
adenda. olhem que esta cover também não está nada mal… o que se perde em força de som, ganha-se em beleza.
gosto bué do projecto Amália Hoje.
entre a chegada de um roupeiro (nem digo as medidas que é escandaloso) para a morena, almoço de aniversário da chata, jantar com família da banda, ida ao s. jorge e trocar a roupa de inverno pela de verão… chiça!
vida difícil… ahahahah!
(sou tão feliz, caneco!)
a apresentação foi simples. o que me ficou (no coração – é sempre pelo coração que me conquistam) foi a clareza dos discursos, o toque pessoal dos mesmos. assim a demonstrar que aquilo de que se trata no manifesto é de liberdade individual. a liberdade individual de cada um em poder casar com quem bem entende. um direito, portanto. um direito que não colide com os direitos de mais ninguém – coisa simples, portanto, que nem deveria tornar necessário tanta discussão, porque a liberdade individual que não colide com terceiros não tem sequer discussão. é linear.
foi entretanto colocada online uma petição para ser subscrita. já encomendei o sermão aos que me são próximos. aqui deixo o convite para quem aqui passar e que não foi por mim contactado.
ide aqui e deixai lá o vosso contributo. eu fico muito grata.
recadinho: estou já a avisar que não há despedida de solteira nem boda de casório, para quem não assinar a petição.
eu sou lixada, ah pois é! (isto estava a ficar muito sério)
Movimento Pela Igualdade – a favor do casamento civil das pessoas do mesmo sexo.
quero lá estar!
no S. Jorge, domingo às 16h.
mas virei falar disto mais logo, que agora não tenho tempo.

anabela, olha como já estão!
sem espinhas foi a vitória do barcelona, ontem. muito pouco manchester para uma final da champions. não se entende… fica uma pessoa à espera de um grande jogo, entre duas das melhores equipas do mundo – ao momento talvez mesmo as melhores – e uma delas resolve procrastinar. fantástica a circulação de bola do barcelona, verdade, executantes de grande categoria e disponibilidade para se entregarem ao jogo, uma maravilha, portanto. só que o manchester tinha obrigação de fazer mais qualquer coisita. pelo menos conseguir encadear os passes e daí resultarem algumas jogadas dignas desse nome. nada. um pouquito melhor na segunda parte, mas ainda assim insuficiente. incrível como o messi se encontra completamente livre de marcação, aquando do seu golo. incrível, também, a forma como ele, depois de derrubado por dois jogadores do manchester, consegue sair dos escombros que eram as pernas dos outros e recuperar a bola a poucos metros. ser baixinho tem destas vantagens.
ficou provado, mais uma vez se ainda havia quem dúvidas tivesse, que um grande jogador só resolve se tiver uma equipa que toda trabalhe. ao mais alto nível, tem de ser assim.
kianda, querida, entretivémo-nos com o que está na foto, mais a bebida, claro! alinhavas?

é como me sinto!
ontem diversas pessoas me perguntaram como íamos comemorar o quinto aniversário. eu disse que já tinhamos ido, ao visitar o sítio onde nos encontrámos a primeira vez. e sim, foi logo na primeira vez que nos vimos que iniciámos este romance – há dias felizes! uma delas respondeu-me ‘oh prima, nem um bocadinho de cliché?’. não querida, disse eu, cliché vai ser se um dia nos pudermos casar e vires a morena no esplendor do cliché e da pirosice digna das noivas!
pois, o cliché foi eu ir jogar à bola com as minhas amigas (credo, ando a jogar tão mal que até dói – ontem, acho que não fiz um passe certo) e a morena foi ao ikea ver um armário. depois, quando cheguei a casa ela fez-me uma massagem no pescoço.
portanto, sou romântica, sim, não duvidem disso, mas tenho pouco jeito para encenar coisas. acho que fui pouco educada a coisas arranjadas previamente. e, felizmente, consigo demonstrar o quanto gosto da Maria doutras formas, e ela não se sente menos querida e cuidada.
resumindo, tenho a mulher ideal para mim. já viram a sorte?
aqui começou uma história de amor. daquelas que só pensei serem possíveis em livro, ou no cinema. logo que me cruzei com o seu olhar, mal senti o seu abraço, percebi que aquilo era um acontecimento. não uma circunstância. gosto de aqui voltar, todos os anos. temo-lo conseguido, ainda que à custa de chegarmos atrasadas ao trabalho. tudo vale. esta história de amor vai ser sempre escrita por lembranças, pequenas delicadezas, sorrisos cúmplices, beijos furtivos. tive um encontro e não quero perder a oportunidade de o viver, tantos anos quantos me sejam permitidos. não o descuro um dia que seja. sou uma mulher extremamente feliz e partilho essa felicidade com todos os que quiserem fazer parte desta história – sejam a família, os amigos mais próximos, os desconhecidos que por aqui passam. todos fazem parte dela, aliás, porque fazem parte da minha vida – ainda que não o queiram.
hoje, como há 5 anos, o teu sorriso encanta-me.

rematando com um chá, no Tea Room do LA Café.

Madragoa
come-se muito bem n’ A Travessa!

[hoje é o aniversário da dama que me encanta.]
olaré, se é!
ela tem um blog famosíssimo. com meio milhar de visitas por dia, pr’aí. sem comentários. arisca e preconceituosa, mas com uma escrita brilhante de sentimento e carne. conhecemo-nos há uns quatro anos. quando nos encontramos – que é raramente, porque ela é um bicho do mato que não sabe alimentar relações – ando com o braço por cima dos ombros dela. gosto de a sentir assim mimada e protegida por mim – não serão muitas as pessoas a quem ela deixará que esse gesto se repita.
no outro dia, mandei-lhe um mail. melhor, mandei-lhe uma boca, por mail. esperando não ter resposta tão cedo, ou nunca, quando o mail se perdesse lá nos confins da caixa de entrada. e o ouriço arisco, que destrata tanta gente do alto da sua arrogância, responde-me isto: minha querida, como gosto de ti e como te sinto a falta.
ele é convites do wayn, do facebook, do twitter, do unyk, do hi5… às vezes a mesma pessoa a fazê-los de vários destes sítios!
oh foda-se! não tem mais que fazer, carago?
não é fácil. mas, mais cedo ou mais tarde, acabamos por encontrar alguém, por quem nos encantamos todos os dias.


nem por isso… antes, uma aula de anatomia em banda desenhada.
(nós somos muito loucas…)
ah… e há ali uma coisa que parece, mas não é.

… se passa com a minha nuca! (eu e as almofadas e o osteopata e as dores na cervical, enfim, grande salada)
ontem fui ao osteopata. o meu corpo parecia castanholas. olé!
quando saí da marquesa, parece que flutuava! bom…
(já me divorciei da almofada anatómica.)
[nem quero acreditar que o cenário de janeiro se pode repetir...]
há que aceitar, quando não se pode evitar. aceitar e desejar que tudo corra bem. enfim, suposições.

gostava de viver em Lisboa, nesta altura do ano.
cada vez estou mais convencida de que recebemos de volta, o que vamos semeando aqui e ali.
não há forma de voltarmos ao tempo das trocas, de eliminarmos o dinheiro das nossas transacções, mas talvez valha a pena estarmos atentos ao que de bom sempre vamos recebendo. em gestos e atitudes, que têm para connosco, pessoas que não estão obrigadas a fazê-lo.
acredito que haja mesmo uma conjugação de energias positivas que se vão passando. damos umas coisas, recebemos outras de que precisamos. quanto mais damos, melhor ficam os que recebem. a probabilidade de esses darem mais e melhor é maior.
hoje estou muito paz e amor… e não andei a fumá-las, não. tem tudo que ver com uma coisa que aconteceu ontem à Maria - e que justifica em pleno tudo o que escrevi acima.

(ontem foi dia de festa lá em casa! mono festa, mas pronto…)
* com chuva

grande chuvada que caíu há pouco!
hoje estou de dona da casa. a morena num workshop de decoração de bolos – já vos falei das profissões alternativas? pois… e eu a fazer o ménage. a solo, que já me deixei de aventuras! roupa lavada, cama feitinha, almoço comido, paulo flores e chico buarque a fazer companhia e o que me apetecia mesmo, agora, era uma coca-cola gelada. paciência!
vou higienizar-me, para daqui a pouco ir galderizar com umas amigas.
a noite de ontem foi toda boa. o espectáculo muito, muito bom. o petisco depois também. e a noite no Maria Lisboa foi excelente. não pela música ou quê, que até estava fixe, mas porque estive com imensa gente, com quem já trabalhei, e de quem guardo uma enorme ternura. passado tudo, só os afectos nos fazem permanecer na vida das pessoas. vale a pena investir.
bom fim de semana!
hoje vamos ver o ‘Gota de Água’, musical feito a partir de músicas do Chico Buarque – acho que é mais ou menos isso. não ligo muito a esses pormenores. depois vamos beber um copo ao Maria Lisboa. fixe ser sexta-feira, quando supostamente aquilo está mais calmo. e amanhã ainda é só sábado. (ando tão cansada. só me apetece dormir. que raio!)


(cá em casa somos muito excêntricas, mas ainda não nos deu para isto!)
são 23:54 e a minha Maria anda a fazer passagem de modelos… e eu espectadora exclusiva.
comprei uma almofada anatómica. coisa mais estranha, caneco!
esta noite, a segunda com a dita cuja, andei às voltas com ela.
diz-me a Su, aqui no messenger: não valia mais andares às voltas com uma pessoa?
minha querida, espero que te estejas a referir à Maria – senão, sabes quando é que voltas a comer crepes de chocolate às quatro e meia da manhã?? never! é que ela não perdoa…
(…) Caçávamos pássaros com chifutas de borracha (…)
O Planalto e a Estepe – Pepetela – pág. 13
ainda me lembro a alegria que senti, quando o meu pai me fez a primeira chifuta! eu não tinha jeito nenhum para manejar a coisa, muito menos para acertar no alvo, mas era giro.
chifuta = fisga
a honestidade deve ser a qualidade que eu mais aprecio!
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