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mas gente invejosa, ao pé de mim, é que nunca!
não há coisa mais pobre de espírito.

eu devo ser anormal, mas não me lembro de nada verdadeiramente importante que me tivesse sido impedido, pelo facto de estar com uma mulher em vez de um homem.
e nem se pode dizer que seja uma pessoa pouco exigente.
o que me parece, às vezes, é que há gente que está sempre à espera que outros façam o caminho por si. por falta de coragem. também já a tive. e tenho, aqui e ali. mas estou consciente que esse é um defeito meu.
a maioria das coisas, que não conseguimos concretizar na vida, estão mais dependentes do nosso esforço do que do impedimento de terceiros.
e esta não é uma premissa exclusiva dos homossexuais.

- diz o presidente do slb que qualquer treinador do mundo quereria treinar este plantel. então, homem, e insiste no fernando santos? é masoquista ou quê?

- por outro lado, a haver justiça desportiva, o fcp deveria vender o quaresma! é que, ou há moral, ou… cheira-me que estamos lixados outra vez!

a minha mãe nunca foi uma pessoa com muito sentido de humor – era demasiado pragmática e racional para se dar ao luxo de querer entender o alcance das coisas.
há uns tempos que venho observando que isso tem mudado. e ontem, ao telefone, ao contar-me que a minha tia lhe tinha perguntado como é que ela ía festejar o seu aniversário, dizia-me a resposta que lhe deu com uma voz alegre e ao mesmo tempo trocista “olha, sei lá, estou a pensar em ir a madrid almoçar… e depois, viajar por aí!”. a frase não tem nada de extraordinário, excepto o facto de ser de um humor extremamente irónico, nada habitual nela. e deliciou-me, confesso!

hoje faz anos. 76. e ao telefone, ao dar-lhe os parabéns, senti-me tão bem com ela. reconciliada. voltei a sentir-lhe uma amor ternurento e tolerante. voltei a gostar dela sem agitação. sem questões. de novo próxima, após o afastamento que precisava para resolver o que ela me tinha dado, e transformá-lo no melhor para mim.
e isso é tão bom, mas tão bom, que me sinto tranquila e em harmonia.

estou cheia de sono e ainda meia a dormir.

(lamento, que a maioria das pessoas que pertence a associações de defesa de direitos, tenha toda um discurso muito redondo, a bater sempre nas mesmas teclas e não consiga sair dessa pele e tornar-se, nem que seja por momentos, leve e solta!)

foi giro e divertido, porque eu não levo estas coisas muito a sério. valem para uma conversa descontraída. pena foi que o tema inicialmente proposto, a partir de determinada altura tenha sido esquecido. mas, lá está, convidam gente que só sabe falar de estatísticas e aquela merda descamba para uma coisa sem interesse nenhum.
eu só lá fui para responder porque é que gostava de futebol. e para saber porque é que as mulheres gostam de futebol. quando é que foi o primeiro jogo feminino, quando é que houve a primeira árbitra, quando é que…, quando é que…, quando é que… são coisas que não me interessam minimamente! aliás, caguei! já lá vai tempo em que absorvia essa informação inútil. agora, estou noutra!
aliás, acho graça a esta coisa das associações dos direitos. de repente, acham que representam toda a gente. e falam para nós, neste caso pobres mulheres, que ainda não vimos que isto é tudo muito desigual (só porque não temos o mesmo discurso agressivo, amargo e ressabiado) com um altivez de iluminadas, como se nos estivessem a prestar um grande serviço!
quero lá saber dessa merda, pá! eu lá pedi para ser representada?!?! e defendida? e por gente assim… deusmalivre!

mas deixou-me aqui umas dúvidas interessantes: - não tenho a certeza se as mulheres têm a mesma apetência (gosto, prazer, necessidade) para a prática de desporto de competição, do que os homens; - não sei se haveria tantos homens a fazer futebol de competição, se não usufruíssem de uma contrapartida financeira (e não me refiro a jogadores de top); - tenho sérias dúvidas, muito sérias, mesmo, e contrariando a maioria das opiniões dos presentes, que uma das causas para o pouco desenvolvimento do futebol feminino seja a pouca divulgação pela parte dos orgãos de comunicação social; – não tenho a certeza de que, em portugal, todas as pessoas que vão aos estádios e vêem na televisão jogos de futebol, o façam pelo gosto pela modalidade, ou se será mais pela paixão que têm em relação ao clube, o chamado ”vestir a camisola” (selecção nacional, incluída);

interessante foi saber que o futebol é a modalidade com mais jogadoras inscritas, seguida da ginástica. e que as praticantes do futebol são em número superior a todas as outras modalidade colectivas juntas. ou seja, haverá de facto alguma propensão para, nas mulheres que gostam de praticar desporto, o futebol ser dominante? ou será um acaso de investimento (ainda que precário) no futebol e desinvestimento no andebol, volei, basquete, etc?

resumindo e baralhando: ainda mais interessante do que o parágrafo anterior, que era somente eu a divagar, é o facto de que, nem após estas conversas e raciocínios, eu sinta saudades de ser jogadora federada ou nem dirigente. assim é que é lindo! missão cumprida, vira-se a página e vamos à nossa vida, que há um mundo inteiro lá fora à nossa espera!

e ainda para mais com este calorzinho…

xp016.jpg

pelo prazer que me dá.
eu cá, só gosto de coisas que me dão prazer!
(talvez, com esta resposta, a conversa resvale para temas mais interessantes)

… à espera que me saia qualquer coisa.

fábula urbis

Rua de Augusto Rosa, 27
1100-058 Lisboa


debate

Porque é que as mulheres gostam de futebol?

quinta-feira, 26 de julho às 21,30


 

(ok. já que me convidaram, vou ter de puxar pela cabeça e procurar as razões pelas quais gosto de futebol. porque gosto – não chega?)

o fim de semana!
com sol, calor, a companhia das amigas.
(aqui e ali umas coisas que não gostei, mas isso é porque eu sou uma esquisita do caraças, e já não tenho pachorra para algum tipo de pessoas!)
miúdas, foi excelente estar convosco. vocês são umas lindas! btw, nina, tinhas um corte de cabelo muito giro!

(a fazer fé no título, até parece que tenho andado muito activa aqui no blog!)

nina e lú, see you tomorrow! algarve aqui vou eu!

a mão que não muda

a linha da vida é enorme – quer dizer que vou viver bué. parece-me muito bem!
mas liga-se com a linha da cabeça – o que não é nada bom. quer dizer que eu penso muito antes de agir. e sigo pouco a minha intuição – e eu a pensar (lá está! eu a pensar…) o contrário. ainda bem que existem estas pessoas que nos orientam. não sei o que seria de mim.
tenho uma veia criativa muito grande – agora é que me dizem isso? andei eu a jogar simples durante 12 anos, quando podia ter feito umas fintas bem mais espectaculares que o cristiano ronaldo!!!

mão dominante

na mão direita é que são elas! andam para aí uns riscos que são as relações. jesus! nem vale a pena deter-me muito no que passou.
dizia ela que o próximo ano – a carta para o meu próximo ano é o 6 (o enamorado) – é de escolhas, de tomadas de decisão e que vou ser posta à prova em termos amorosos! ah! ah! ah! ah! mas é que nem pensem! ainda que isso esteja associado a uma viragem radical em termos profissionais! uma pessoa que eu não conheço? com um filho? estás-te a passar, mulher! eu ria-me, e ela a dizer-me “daqui a 15 meses virá cá dizer-me que está toda baralhada!” e eu respondi-lhe peremptoriamente que não! ó moçoila, isso era antes. A.R. – antes da rute! agora… sei muito bem o que quero para mim, e podem vir as provas todas que quiserem – ‘tou nem aí!

mas foi tão divertido! adorei! quero mais destas coisas!

… vão-me ler as mãos! vai ser lindo!

presente da maria

(assim, de repente, parece que a prenda foram umas bolsas de silicone para as mamas!)

 uma das prendas da minha maria.
eu tento argumentar que a foto aumenta o real.
as minhas amigas dizem que não.
ou eu vejo mal, ou estou tipo samantha fox! chiça!

vou ali passar o fim de semana e fazer anos.
quando voltar já terei 44. é lindo! 44! é uma idade muito bonita de se fazer.

enquanto me lembrar desta estopada que tenho aqui à minha frente, não compro nem uma coisinha da puma! nem uminha! nada! rien! nothing! mais em alemão que agora não me recorda a palavra! e chinês! e tudo!

pó raicosparta!

lá está, minha querida. a maioria das pessoas não quer ouvir. quer é ser ouvida! e na impossibilidade (monetária ou por falta de tomates) de o fazerem com alguém especializado em as ajudar, fodem os ouvidos ao primeiro que lhes apareça pela frente.
é fugir delas, querida. é fugir, mesmo!!!

candengues na caota

preguiça imeeeeeeeeeeeensa!

deus, no qual eu não acredito, mas que é bondoso, magnânimo, omnipotente e omnipresente, existe!

já recebi o i.r.s.!

ó loiraça gira (ou já fizeste como a outra e estás morena?) esta empreitada é muito difícil. vamos lá a ver se ainda me lembro das minhas últimas cinco refeições:

- peixe assado no forno com batatinhas, feito pela morena
- favas com entrecosto (andei desvairada à procura deste último, mas só encontrava chouriço e morcela) que nem estavam boas nem más, antes pelo contrário e foi um frete
- canja de galinha com bué de coisas da galinha que eu gosto: moelas, coração, fógado, as patas. abacate com açúcar, canela e vinho do porto. igualmente feitos pela morena.
- peixe frito com açorda (mas ca ganda barrete, pois o peixe estava salgado) e uma sopinha de legumes
no domingo não jantei. tive um lanche ajantarado com bué de cenas – aquelas coisas típicas de festas de aniversário.
claro, não incluo os pequenos almoços que isso não é refeição. é quase obrigação. aliás, eu acho que na maioria das vezes como por obrigação. porque o corpo me pede. não fora isso, e o cuidado que tenho para não ficar desvairada e desatar a grunhir a toda a gente, e na maioria das vezes nem me lembrava de comer.
agora, assim de repente, deu-me uma dor de cabeça e não consigo pensar a quem é que devo passar isto. logo vejo!

cheguei no inverno. vestida de azul escuro.
saí no verão. vestida de branco – branco de paz e harmonia. era o que procurava. encontro e harmonia comigo.
as estações e a cor da roupa são coincidências – se é que as há no nosso inconsciente.
um pouco mais de cem horas a falar. assim dito, talvez pareça pouco. nem chega a cinco dias… mas o tempo em terapia revela-se muito relativo. vale o que vale. depende de nós.
e essa foi (e é) a parte mais interessante da coisa: fazermos um trabalho para nós, que só depende de nós. exclusivamente. é fantástico.
da rute, guardo a lembrança de uma companheira de jornada. que sabe tanto de mim e eu quase nada, dela. é muito provável que não nos voltemos a ver. ou não. mas fica a certeza que ela será uma pessoa inesquecível na minha vida.
ontem, pela primeira vez e ao despedir-me, dei-lhe dois beijos. eu que sou tão afectuosa, com ela nunca consegui ter essa aproximação – apesar do tanto que lhe desvendei de mim. há coisas intrigantes.
só me faltou dizer-lhe, à boa moda dos meus patrícios,

fui, yah?

uma das coisas incontornáveis em nós, raparigas alegres, é que não evitamos de procurar a mãe na mulher amada, e ao mesmo tempo, sermos a mãezinha da mulher amada.
(nas outras, que são contentes mas não alegres, é o paizinho que se busca, e tal e disso já todos ouvimos falar, mas penso que também não deixam de ser mãezinhas para os homens que lhes caçam o coração.)
isto é do pior que nos pode acontecer – não tarda a relação fica uma coisa intragável de se viver, e pior ainda de se assistir! e não se trata do cuidado e do carinho que se dispensam a quem amamos – é daquela atitude proteccionista que abafa e desobriga: e uma pessoa desobrigada é muito mau.
com trabalho de cabeça a coisa compõe-se. dá uma ajuda imensa que a companheira tenha a cabeça arrumada e não esteja para se prestar ao papel, independentemente do seu desejo de um dia vir a ser mãe. mas mãe de uma criança, não de uma adulta com quem se deita e faz coisas libidinosas e tal e coiso! (ou será e coiso e tal?)
eu, quando conheci a maria, levei logo com uma tratamento de choque: uma ocasião em que por estar com fome ou o raio, comecei a imbicar com uma coisa, e ela prontamente me respondeu “eu não sou tua mãe!”. se imaginassem o quanto aquilo me irritou!! (ela tinha razão, mas eu não estava nem para aí virada para perceber!)
o que sei é que um dos segredos do nosso sucesso (pareço uma celebridade e falar, eheheheh) é que a minha maria recusa-se terminantemente a fazer o papel de mãezinha.

ah… o inverso seria impossível. para além de tudo, eu sou filha única. dificilmente faria o papel de mãe, ainda que a maria mo permitisse – coisa que eu duvido!

por causa da porcaria do ar condicionado, passo os meus dias no trabalho a vestir casaco, despir casaco, vestir casaco, despir, vestir, despir…

(ai! e hoje isto não está nada fácil!! é o spm, é o spr, é o raio que parta esta merda toda, que não me apetece estar aquiiiiiiiiiii….)

terei eu (uma palavra qualquer que não me ocorre, oh que porra!) para te deixar?

(como é que esta coisa se faz?)

de vez em quando dou uma volta pelos meus posts antigos, ou melhor ainda, pelo meu mEiA vOlTa antigo, a recordar o caminho que já percorri. isso deixa-me sempre (diria que quase 95% sempre) bem disposta. porque já estou tão diferente no modo, até no conteúdo. era tão básicazita, meu deus! e era feliz, acreditem. mas básica. faltava-me tanta coisa…
dos meus posts preferidos, os que se referem à terapia estão no topo. divirto-me bué ao lê-los. mas divertido, divertido, é a gente quando lá anda há um mês, começar logo a achar que aquilo tudo já está a fazer um efeito do caraças e que já mudámos bué de coisas!
oh santa inocência!!!

minha querida elisa,
acabadinha de ler o teu post, lembrei-me de uns tempos, já longínquos para mim mas de todo inesquecíveis [convém não esquecer o importante, ainda que seja penoso], em que à semelhança do teu estado de espírito, escrevi o seguinte:
“(…) hoje, ao contrário do que a minha querida bé me costuma dizer, não carrego o mundo. como estou magnânima, carrego o universo, mesmo! que merda!”
não tem nada de mal, aqui e ali, carregarmos com o mundo, com o universo, até! no entanto, convém utilizarmos uns pneus todo o terreno e tracção 4×4 – só para não ficarmos muito tempo nessa tarefa. é que para além de não ser nada saudável, é monótona e distrai-nos das coisas boas da vida. e não vá dar-se o caso, de nos esquecermos dos travesseiros de sintra. seria imperdoável!

eu não voto em lisboa e, na verdade, sou muito pouco dada a reflexões políticas. infelizmente, já deixei de acreditar nos chamados políticos. ainda que exagerando, admito, acho-os todos farinha do mesmo saco – muito preocupados consigo e com uma minoria que lhes pode ser útil a qualquer momento.
há pouco, passou pela padre cruz um camião daqueles tipo americano, à grande, pois claro!, com um atrelado enorme, a berrar uma música sobre lisboa e o tejo, etc e tal, com dois tipos em cima a empunhar cada um sua bandeira. o camião, penso que o nome técnico é truck, é da campanha do carmona rodrigues. e a única coisa que me ocorreu, ao vê-lo, foi: que tristeza! aquilo é o quê?

* e não é o avante o diário! **

ela demora bué de tempo a arranjar-se. veste uma roupa, troca e destroca e muda, e tal, e tal, e tal, mas, e há que enfatizar o mas, sai de casa tão bonita, mas tão bonita, que não há preguiça que resista à vontade de a ver, de olhos bem abertos, todas as manhãs!

** correcção (muito bem) feita pela sem-se-ver

se eu levar uma transfusão de sangue da maria, consigo ficar com aquele requebro a dançar?

* peregrina no absurdo, claro!

minha querida nina,
não tenho a certeza do link, porque aqui os big brothers que metem o nariz em tudo o que fazemos não nos deixam aceder ao YouTube, mas vê lá se isto funciona:
LURA – Na Ri Na

tenho os gajos do munique aos tiros na sala! só espero que não partam os dois jarrões vermelhos que dei à maria.

lesboa summer party

lesboa party summer – aquela que tanta polémica deu com o nome. se era em almada está mal chamar-se lesboa, e se é lesboa, está mal ser em almada – enfim, a malta é jovem e ainda tem energia apra gastar com coisas para as quais não é chamada. para mim tanto me faz aquilo que lhe queiram chamar e onde a queiram organizar. o que me interessa é o produto final. e este, digo-vos, foi de excelente qualidade!! bom espaço, boa música e uma recepção à maneira! preciouzzz, minha querida, mais uma vez estavas deslumbrante – não sei como é que conseguiste tirar aquela purpurina toda, porque eu e a maria ainda tinhamos resquícios dos teus abraços no domingo à noite!

tão em cheio, que fiquei doente!
mas já aqui estou para as curvas – e rectas, também!

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