You are currently browsing the monthly archive for Novembro, 2007.
esta merda de trazerem as criancinhas para o local de trabalho, e elas fazerem mais barulho do que vinte pessoas a trabalhar, complica-me cá com o sistema!!!
um par de estalos na mãe ainda era pouco!!!

(grafitti em alfama)
nunca mais é uma hora???
estive dois dias armada em doente, e agora tive de voltar! temos pena de deixar o aconchego do lar, mas é mesmo assim, a vida da malta trabalhadora por conta de outrém. não se iludam, os que estão por conta própria é a mesma cena.
(vamos a ver se consigo responder a esta catrefa de comentários, que vai por aí abaixo!)
ontem, ao ver umas coisas na televisão, e que me lembre, reparei que não consta do meu curriculo uma cena de amor maluca em cima da mesa, ou duma secretária, ou qualquer coisa do género.
talvez não seja por acaso – é que não vejo interesse nenhum em ser atirada para cima duma mesa. mal por mal, antes o chão. é que depois, dá um trabalhão do caraças apanhar as coisas todas que caíram!
no sábado à tarde, passei ao lado de um lugar ao qual preciso de voltar. tenho de o fazer, para me reconciliar com oito anos da minha vida. durante os quais, ali vivi alegrias, tristezas, angústias, relações humanas fortíssimas, ainda que a maioria não tenha sobrevivido de forma eficaz à separação – mas, não é por isso que deixam de ter a importância do momento. foram, na altura, um imenso sustento para aquilo que sou hoje, para o que sei das pessoas, para o que sei da pressão, para o que sei da liderança, para o que sei da fragilidade. minha e delas – do universo de pessoas a que tive acesso, e que é um bem inestimável!
quero poder sentir que me vai ser confortável lá voltar. ainda que lá não volte. mas, pelo menos, não será pelo receio do que o meu coração vai sentir.
não falo de qualquer coisa. falo da relação de amor mais longa e mais fiel que já tive.
… mas estava coberto de sabedoria e sensatez:
meu deus, dai-me paciência para entender o meu chefe, porque se me dás força, parto-lhe a tromba!!
isto não quer dizer nada – por acaso é o que tomo todos os dias de manhã.
é que não tenho nada para dizer, ou melhor, não me ocorre nada, pode ser que assim me lembre de algo.
[estou tão fartinha disto, caraças!]

(foto tirada em viana do castelo)
“planos de sobrevivência emocional especial” parece-me bem!
também tratamos disso.
olha lá, aparece amanhã para beber café. a outra mãe vai tratar de um assunto às três.
e depois vamos às compras. todas.
“oh baby, ‘m tem vontadi di bô“
sim, baby, estive a ouvir o philipe monteiro com a vivianne ndour.

(açude de pai viegas)
desta gente que não fode, não sai de cima e não tem noção que com isso só atrapalha!!!
sendo que altruísmo significa egoísmo, não Blue?
esta questão surge porque, para além da dificuldade que existe na separação dos filhos, e acredito que cada vez mais essa dificuldade seja igual para pais e mães, sinto que há um pouco a ideia enraizada, nas mulheres, que as mães são sempre mais capazes de criar os filhos, do que os pais.
e eu, como sabes, não sou uma coisa nem outra, mas tenho imenso interesse pelo assunto, mais até pelo lado dos filhos.

[tenho tantas saudades de ter o cabelo curto...]
o jogo da selecção, sim. é uma tristezinha, como se pode jogar tão poucochinho…
o ronaldo e o quaresma andam a brincar às fintas. o nuno gomes, coitado, já não lhe bastava ter aqueles pézinhos que não abundam de técnica, ainda se vê ali encarcerado entre os defesas, à espera que os meninos atrás citados resolvam fazer qualquer coisa de positivo.
falta a esta selecção um grande jogador. coisa que o ronaldo ainda não é, por ser demasiado jovem e muito inconstante. o scolari deve pensar que é a braçadeira de capitão, que de vez em quando se lembra de lhe dar, que o vai modificar, mas um jogador genial como ele não pode ter o ónus de ser o pêndulo de uma equipa. pelo menos por enquanto. ainda é cedo. mas não vejo, neste lote de jogadores, quem esteja ao nível de substituir o figo nessa função. porque são todos demasiado jovens e os que têm mais idade não têm talento acima da média, para já terem experiência consecutiva de grandes palcos.
o futebol cansa-me. não parece, mas cansa!
o josé pacheco pereira tem, nas suas páginas na visão, um provérbio popular do qual eu gosto muito: quem nasce lagartixa não chega a jacaré.
a mim, o que me chateia é que, neste carnaval todo, aceitem o traje de jacaré. é porque não dá, mesmo. não deixam de ter aqueles passinhos apressados da lagartixa, a sua pequenez de cérebro e nem a morder com jeito aprendem! uma tristeza…

margaridas para uma margarida.
acompanhadas de sol e um beijo de parabéns!
assim, de repente (o que significa não pensar muito), estou mais gorda!
- nessa altura era uma magrelas sem piada nenhuma. não quer dizer que ache grande piada ao facto de estar mais gorda, não acho, mas fisicamente tenho uns atributos mais relevantes: cu e mamas. convenhamos que dão sempre jeito, não vá isto ficar realmente bera e precisar de fazer umas acrobacias no varão.
estou menos filhinha e mais filha – e o que isso me custou, deuses! tive de me parir e asseguro-vos que não é nada fácil.
sou mais exigente nas minhas relações de amizade.
conheci, finalmente, o comprometimento. investi imenso na aprendizagem da partilha diária. centrei-me no que é essencial, e releguei o acessório para uma zona que serve para me rir de mim e comigo.
alterei as minhas rotinas diárias e semanais. tive de aprender a lidar com a ausência de pressão, o que foi uma das coisas mais difíceis de conseguir.
e, acima de tudo, ao fim de quatro anos sou uma mulher mais feliz e mais completa do que era.
faz hoje quatro anos, comecei esta aventura que se chama mEiA vOlTa e… aqui.
(nem imaginam o trânsito que voltei a encontrar hoje! ontem deu para limar as unhas, que estavam enormes; hoje até deu para ler!)
hoje vou (vamos) jantar com uma amiga de quem gosto imeeeeeeeenso, e depois vamos ver o jorge palma. e ouvir, espero.
ou seja, excelente perspectiva de final do dia, suficiente para achar que isto hoje está tudo muito calmo! e, até, bom.
“(…) a gente somos os últimos da linha!” – alguém a protestar com o trajecto das condutas de ar condicionado.
como é que alguém diz “a gente somos os últimos da linha” e espera ser levada a sério? como?

(montra no chiado)
quero sol, calor e luz.
o inverno e eu nem vi o outono…
Rosalinda
se tu fores à praia
se tu fores ver o mar
cuidado não te descaia
o teu pé de catraia
em óleo sujo à beira-mar.
o que vale é ouvir a voz maravilhosa do Fausto, para amenizar aquele trânsito horroroso!
tem trinta anos, esta canção. eu conheço-a há… vinte e quatro, talvez. estou a ficar cheia de memórias, credo! (uma boa forma de dizer que se está a ficar velho)
olho para trás e só vejo nevoeiro – não é metáfora, é a realidade. está um dia estranhíssimo. podia estar a chover, mas não nos retirarem luz. agora, chuva e cinzento é mesmo bera! e pensar que em oeiras estavam mais três graus que em lisboa!
quero ir para a caaaaaaaaaaama!
um dos mitos que existem sobre as mulheres é que quando dizem não, querem dizer sim, e outras coisas assim elaboradas, as quais eu nunca entendi porque nunca as pus em prática.
mas com a ajuda da maria [claro que eu sózinha nunca lá chegaria, básica como sou!] descobri que tenho, também, uma pequena sofisticação, digamos assim. quando começo a bocejar demasiado, é porque estou com fome. lembrei-me disso agora, porque lá está, estava aqui entretidita a fazer uns lançamentos a débito e os correspondentes a crédito, claro está, e dei por mim a abrir repetidamente a boca. pensei “nãã, isto não é sonolência, claro que não, como raio se pode ter sono a lançar coisas a débito e logo a seguir o crédito? é fome, claro!”. pronto, e vai daí que já fui buscar dois iogurtes – pequenitos, que não sou nenhuma alarve!
e já que estou com a mão na massa, aproveito para esclarecer uma coisinha, a todos e todas que tiveram de conviver comigo entre 1996 a 2004 – aquilo que viam não era mau feitio, era fome, mesmo! que eu até sou um doce de pessoa!
sendo certo que são as semelhanças que, inicialmente, nos aproximam, são as diferenças que, ao longo do tempo, mantêm as relações vivas e em crescendo. porque nos obrigam a evoluir, a questionarmo-nos. e questionarmo-nos é um exercício muito difícil, do qual fugimos bastas vezes na nossa vida. mas que é fundamental para o nosso crescimento. e o crescimento é algo do qual não devemos abdicar, até ao último minutinho, até ao último suspiro.
[tenho a relação perfeita - e céus! o quanto (me) trabalhei para isso!]

(um dia destes ainda me põem no olho da rua)
querem lá ver, que de todas as visitas que por aqui passam, não há umazinha que saiba porque razão a helena peabody ficou sem dinheiro?
então, se faz favor, partilhem a informação que estou mesmo curiosa!
que chatice, é preciso mendigar?!
as pessoas dizerem mapinha, folhinha, pastinha!!!
por trás de um ruído histérico, gente que se atropela na ânsia de se mostrar, de não querer ser esquecida, risinhos nervosos, piadinhas tolas, reina um silêncio quase sepulcral, uma cobardia imensa de se abordar o que é mais do que evidente. toda a gente se escusa a comprometer-se, escondem-se nas pilhas de papéis desarrumados que enfeitam as secretárias, refugiam-se no caos, ninguém querendo dar a primeira palavra.
corja de cobardes. mais do que incompetentes, cobardes. pequeninos. mesquinhos. mas muito ladinos. acham-se!

o que faz falta a muita gente é ter assim quilómetros a perder de vista!
isso e alguma inteligência, também.
dava jeito.
já não bastava aquela mania de deixar os livros a meio, agora nem sei onde os largo.
sou tão desarrumadinha, credo!
eh pá, uma pessoa vai uns dias para fora, e quando chega já o sporting levou uma trepa das valentes em braga, na novela anda um homem à procura da felicidade, e não, não é o estado de espírito, mas sim uma mulher que se “esconde” de algo do seu passado, os putos da operação triunfo tentam fazer uma espécie de revolta na bounty, um par de chapadas é que era!, e por fim, alguém que me esclareça:
- o que raio aconteceu para a helena peabody, das raparigas alegres de L.A. (vulgo L Word), ficar sem tusta? estou tão preocupadita com ela, ‘tadinha, que tem aquela cara tão amorosa e tal…
assim mesmo: com um grande sorriso, que é a melhor maneira de enfrentar estas três pastas que gentilmente aqui colocaram, na minha ausência! fora o resto que não se vê! mas, adiante, que é para isso que a gente tem emprego – para ter coisas para fazer.
madrid e tal, bué. bué, mesmo! fixe, claro! é outro mundo, por diós!
só um pequeno reparo: aquelas enormes passadeiras de vidro no aeroporto!!! é muito duro! mil vezes pior que o colombo!

… em vez de ir fazer a mala!
ah, pois! vamos de viagem, olé olé! madrid à nossa espera.
portantos, agora é mesmo até lá para quarta… quinta.
ficai bem.
(a foto é de londres, junho, lembram-se? em portobello road)
aqui ao lado, a seguir a dois armários, uma divisória de meia altura e dois vasos com plantas de interior, cuidadosamente tratadas por uma empresa contratada que leva couro e cabelo, fala-se de beijos técnicos! foda-se, mas o que é que eles percebem de beijos técnicos? para isso precisavam de perceber de beijos e não me parece.
[estou com uma puta de uma dor de cabeça!]
a sensação de se viver um grande amor é uma coisa tão boa, mas tão boa, que… que!
(a maria acabou de me ligar a dizer “meu deus, como é que nós aguentámos o dia todo sem nos falarmos?”)

[deito a cabeça] no teu ombro
procuro [sossegar e adormecer]
quando é que assomas à janela?
se a orientação sexual não é uma escolha, os bissexuais são o quê? uns desorientados?
claro que os planos de ir ao estádio, ficaram por isso mesmo – sou cá uma calona!!!
entretanto, deixa-me ir à procura de uma foto com verde, para mudar o cabeçalho – pode ser que ajude!
é um jogador… de grande qualidade ãã naturalmente ãã deixaaã… deixa sempre a sua… a sua marca no… nos jogos que… que efectua, agora não é uma sensação de alívio até porque… o jogador que… entrou a substituí-lo no… no jogo de… de roma ãã acabou por se tornar, por se tornar decisivo.
com esta eloquência, logo, até os comemos!
obviamente, que quando alguém questiona quem é o homem numa relação de lésbicas, está tudo menos interessado em saber, quem é que tem jeito para o bricolage e quem é que cose os botões.
a pergunta traz, sobretudo, uma curiosidade sobre o carácter sexual da coisa. eu nem vejo mal nenhum nisso. na curiosidade (quantas vezes, olho para um triste de um director que aqui anda, e me questiono o que fará aquele tipo com a mulher, na cama). claro que essa curiosidade sobre “como é que as mulheres se desenrascam” não é inocente, é provocatória e encerra, na maioria da vezes, algum ressabiamento. daí que a importância que lhe deve ser atribuída seja nula. a não ser que se tenha a intenção de querer mudar o mundo, o que me parece tarefa algo árdua e até estéril. o investimento não deve ser feito com quem não chega lá – é mera perda de tempo.
eu nunca fui confrontada com esse tipo de questões – toda a gente sabe que lá em casa parafusos e bricolage é com a maria, assim como os vernizes e os batons – e sei bem porquê. nunca me pus a jeito para que elas surgissem: os meus amigos não me questionam sobre questões íntimas, e os conhecidos nem lhes dou hipótese, sequer, de o fazerem. isto é simples como água.
quanto ao que poderão dizer nas minhas costas, é à vontadinha. a mim só me interessa a opinião dos que gostam de mim, e ainda assim, com alguns limites. as decisões sobre a minha vida não são colocadas em assembleia, e o mínimo que exijo é respeito e independência total, que é o que dou aos outros.
aqui e ali, fica-me a sensação que há muito quem se ponha a jeito, para depois poder acusar. mas isto digo eu, que sou um bocado cínica.

ao contrário do que a imagem pode fazer crer, a reconciliação é tudo menos uma coisa de se atirar para o caixote do lixo. é ela que nos permite apaziguar as nossas lutas internas e progredir num caminho mais consentâneo com a nossa felicidade. nem sempre é facil, mas os efeitos valem a tentativa.
(na foto, um pormenor da nova igreja da santíssima trindade, em fátima)
alguém que por aqui passe, poder-me-á explicar como raio é que a bette e a tina estão de novo juntas?
[bem... e quem é que aguenta aquele ar de vítimazinha enjoada, da bette? que náusea!]
[à semelhança de muitas outras coisas que não me aconteceram]
nunca me perguntaram quem é que fazia de homem na relação. tenho andado intrigada com tamanha discriminação, mas de repente, fez-se-me luz! claro que é óbvio para toda a gente: se sou eu que jogo à bola e vejo jogos de futebol… está na cara!
… e espero não me arrepender – quarta vou ver o sporting com a roma!
essa coisa que me fascina!
às vezes fico com a sensação que existe aqui um lado racional demais, que impede que a minha espiritualidade se manifeste.
ainda volto à rute para estudar isto!
(eu tinha que estragar o post!)
não consigo perceber porque razão começo a ler um livro cheia de entusiamo, e invariavelmente o coloco de lado quando já li mais de metade.
já enjoa o despudor do pessoal da bola. em todos os jogos que se vêem na televisão, há sempre algum (jogador, treinador ou dirigente) que lança uns palavrões sem censura de ninguém.
na quarta-feira, após o segundo golo do vitória de setúbal (que ditaria a vitória sobre o benfica) o treinador carlos carvalhal, nos festejos, lança um carinhoso ”toma, filho da puta!”.
ontem, veio com pele de cordeiro, dizer que aquilo era o desabafo dos festejos e que não tinha intenção de ofender ninguém do benfica. se calhar era dirigido ao jogador dele, querem ver? ou seria ao árbitro?
o que me faz confusão, é ele achar que é normal festejar um golo com uma tirada daquelas.
quem sabe, um dia destes um filho/a ainda veja coisa semelhante dirigida a ele. e ache normal.
é o mundo da bola. dos machos que dizem palavrões, coçam os tomates e cospem para o chão – quando não o fazem para a cara dos adversários! é bom para o espectáculo!
bom dia!
(também estão a trabalhar? ‘tadinhos… patrões da treta, é o que é!)


Comentários Recentes