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anda tudo muito escandalizado com a ausência de resultados da selecção nacional e com a perspectiva, cada vez mais concreta, do não apuramento para o mundial.
deviam andar todos distraídos, nos últimos dois anos da era scolari, e mais concretamente, na participação no último europeu. estava bem a ver-se, que era isto que ía acontecer…
… de bazar daqui para fora!
[começo a ficar preocupada comigo. não ando com vontade nenhuma de trabalhar, o que torna tudo num sacrifício do caraças!!]
comi pela primeira vez, hoje, salsichas frescas enroladas em couve lombarda – e não é que gostei?? eu que jurava a pés juntos que não gostava. pior, que detestava, de certeza!
(ai o que a Maria me vai gozar, quando ler isto!!! nem quero imaginar…)
… mas entre o ranho da constipação, o fim de semana e outras coisas e tais, olhem, não tenho escrito!
(e não são daquelas musicais, recreativas, desportivas ou quê!)
ao deixar um comentário ali na mana Kianda, a propósito de uma exposição de glúteos que ela lá deixou, veio-me à ideia esta associação, algo contraditória: quanto mais tenrinhos, mais rijinhos… e isto vale para eles e para elas…
(finalmente, devo estar a ficar com febre…)
dor de cabeça, garganta, no corpo e uma disposição de caca!
no sábado à noite fomos para a borga. sendo que eu já não saía à noite desde o início de dezembro, deve constatar-se que eu sou uma notívaga e peras!!
começámos por ir ao Salto Alto, aquecer as turbinas. pronto, eu bebi coca-cola, mas fartei-me de dançar, ainda que aquilo não seja uma discoteca. mas estava muito animada, eu, e quando assim é, a firewall da auto-censura desliga-se! gosto particularmente daquele espaço. não sei se por o ter conhecido há mais de vinte anos, se pelas donas, se porque se pode fumar lá dentro, se porque a música é fixe, se porque as casas de banho são limpas, se por tudo isto junto, que é o mais provável.
depois, fomos à Maria Lisboa. e foi fixe, também, embora confesse que aquilo já é gente a mais para o meu gosto, muitos encontrões que as pessoas agora já não sabem pedir licença, e chega a uma determinada altura e eu já começo a ficar farta. mas ainda dancei bué, bebi uma coca-cola e comi uma tosta mista, enquanto apreciava o pessoal (as cenas, que as pessoas fazem em público, não têm pés nem cabeça!!). e o que me espanta mais, é que haja gente que sai de casa, vai para um sítio cheio de gente e música e tal, onde se vai por divertimento, e continua com uma cara de enterro, que deus nos livre!! ó gente mal disposta, caramba! que saco!
e, pronto, foi isto. a companhia… do melhor!
hoje andam aqui duas (2) tipas com saltos daqueles que fazem barulho, tipo os cavalos a trote em calçada. antigamente, portanto.
se vocês imaginassem, o quanto aquilo me está a irritar…!
e não, não estou com fome, nem andei a fumá-las! (duas situações que me dão hipersensibilidade.)
mas, pensando bem, talvez seja sono…
por favor, mandem-me um berro a meio da tarde! – não vá eu ter adormecido para cima das pastas…
fim de semana bravo! muito bom, muito divertido, mas bravo! (eu já não tenho idade para noitadas seguidas!)
hoje é o dia mundial do sono e agora batia uma sorna, que era de mestre!
um dia destes abro o armário…
… e cai-me a puta da roupa toda para o chão!
o meu pai é maravilhoso!
[pena que não tenha deixado de me ver, ainda, como a sua criança. lamentavelmente, ou não, eu ainda não consegui trabalhar o suficiente para lhe mostrar outra coisa - e quererei? eis a grande questão! (que não me tira o sono, mas agita-me, confesso!) ]
a mudança interior é uma coisa que só está relacionada connosco e com o desconforto do nosso statu quo. é, portanto, uma coisa pessoalíssima.
querer encontrar motivações externas para a iniciar, é o mesmo que procurar legitimidade para o nosso insucesso – porque é bem verdade que, estando inspirados, arranjar desculpa para o que não conseguimos fazer é uma das maiores artes do ser humano.
para além disso, a mudança não se faz sem dor – às vezes, muita dor. portanto, quando alguém se propõem a mudar, é bom que esteja consciente da empreitada que vai iniciar. e se é isso mesmo que deseja. não é por nada em especial, mas é sempre bom evitar situações que nos provoquem frustração.
olha, Ana., numa caixinha comecei por arrumar a mãezinha e o pai (com preponderância para ela, como se pode observar na forma de tratamento), mais o seu sentido de protecção, que me tornou demasiado irresponsável – e não, não é no sentido de não assumir responsabilidades dos meus actos, que felizmente isso até ía conseguindo fazer, mas mais no sentido de não me propôr a responsabilidades (o que não é a mesma coisa).
noutra caixinha arrumei a impulsividade e as respostas primárias a estímulos – fossem eles verbais ou físicas. aprendi a ponderar as respostas e a desvalorizar os comportamentos alheios.
noutra caixinha meti o medo e a culpa. medo de estar sózinha, gerado pelo medo do compromisso (parece incongruente, mas não é) e culpa por sentir que nunca conseguia cumprir com o esperado.
e mais umas coisas, claro, mas isto não é receita para ninguém. até porque todos somos diferentes, não por uma originalidade exótica, mas tão somente porque vivemos e sentimos as coisas consoante a nossa experiência de vida. logo, ainda que tivéssemos feito o caminho lado a lado, certamente não seriam estas as tuas resoluções.
se uma amiga me atendesse o telefone e dissesse ‘então, gaja, diz lá o que queres’, eu respondia-lhe logo ‘olha, quero que vás para o caralho mais a mania de chamar gaja’.
é que nem por brincadeira – detesto essa forma de tratamento. mas detesto mesmo! não imagino onde raio está a graça das mulheres se tratarem assim.
ainda gostava de saber que raio de bicho mordeu às pessoas, que uma pessoa está a discutir um assunto de trabalho e ficam todos ofendidos como se a coisa fosse pessoal.
mas que merda, heim!! enxofradinhos da porra!
há cinco anos, por esta altura, vivia eu numa espiral de desacerto psicológico e emocional. [puta que pariu, que nunca me senti tão perdida, tão baralhada, tão frágil!]
hoje, tenho a certeza absoluta, que no matter what, jamais me encontrarei nesse estado. e, não, não aconteceu nenhum milagre, foi mesmo muito trabalhinho para arrumar a cabecinha. ide, ide, que vos fará muito bem!
sou perfeitamente distraída para expressões em línguas estrangeiras, não consigo reter, melhor, perceber o que dizem nas canções, na verdade percebo pouco de português, quanto mais de outras línguas!
vai daí que quando ouvia falar de risotto, não ligava nenhuma, pensando que talvez fosse uma comédia ou quê…
até que descobri que aquilo é arroz. arroz, tipo aquilo que se faz com água e se pode misturar umas coisas para compôr.
e, ainda por cima, é arroz malandro – que eu, na maioria as vezes, detesto.
por isso, se me quiserem convidar para jantar, eu dispenso a coisa do risotto, ok?
mais a chatice que agora é só nomes esquisitos para a comida! é tudo a complicar a vida de uma pessoa…
(estou com sono, é o que é!)
e uma pessoa só pensa em ir arejar!
e os neurónios tão fraquinhos que não sai nada de jeito para escrever!

prepara-se mais uma noite excelente para estar na varanda!

só que a gente, às vezes, está distraída!
um serão passado na varanda, com (muito) boas amigas, minis, pizza, cafés e chocolate. boa música de fundo. e um mundo inteiro de conversas. terminou há coisa de 10′. são 01:33. acho que está na hora de ir dormir.
tenho imensa inveja das mulheres que gostam de se arranjar. que escolhem a roupa cuidadamente, ainda que isso para elas seja um acto quase instintivo e inconsciente. e quer seja verão ou inverno, vestem sempre tudo o que combina [para além disso, é sinal de vaidade pessoal e isso é sempre uma coisa boa, porque revela auto-estima. claro que vaidade e uma cabeça tonta é pouco, mas talvez seja melhor do que uma intelectual com tendência para a depressão - não tenho a certeza, que eu quero sempre o melhor de tudo, ou seja: uma vaidosa, intelectualmente fútil] . a questão das estações não surge aqui de forma irrelevante. bem pelo contrário – tenho imensa dificuldade em ficar ‘bonita’ no inverno, porque preciso de vestir várias peças de roupa, e isso dá-me logo uma travadinha mental, que invariavelmente vai desembocar nas calças, duas camisolas e um blusão. no verão a coisa torna-se muito mais simples. como tenho imensos vestidos giros e saias e sandálias, basta escolher quase só uma peça e o resto fica logo bem – e eu acho mesmo que com o calor toda a gente fica mais bonita.
já nem sei porque me lembrei disto – talvez me tenha ocorrido logo pela manhã, quando me estava a vestir, o que não é seguramente uma boa hora para me inspirar na escrita.
mas o que conta, mesmo, é que apesar dos apesares, está um tempo radioso, eu estou radiante e ando aqui a congeminar fazer a minha festa de anos em casa dos meus pais – ainda falta bué, mas quem não tem que fazer, faz colheres de pau.
e, pronto, muito boa tarde, que eu tenho aqui um molho de facturas para jogar janela fora!!

… ter-me-ía ficado tão bem!

… que eu gosto!
tenho cá um azar a gente que sabe sempre tudo sobre tudo, tem sempre opinião muito bem formada sobre todos os assuntos, e ainda por cima termina as dissertações a dizer ‘percebe??’, que só me apetece dar-lhes com uma cadeira nos cornos!
(e tenho aqui umas que são peritas nisso!! só não sabem, depois, que é falta de educação falar alto, interromper duas pessoas que estão a falar, que é bimbo cumócaralho usarem os óculos de sol pregados no cabelo e mais umas quantas que agora nem em recordo!! e feias! ainda por cima são feias!)
poucas coisas me dão mais prazer do que o conforto dos afectos. dias quentes passados nos braços de amigos. o amor que anda no ar, e não falo só do amor romântico – falo daquele que é solto em gargalhadas cúmplices de amigas, em brindes que se repetem, em cabeças desprendidas num ombro que nos acolhe, em abraços de saudação e despedida, na certeza da repetição destes momentos logo que alguém o sugira.
este fim de semana que passou foi de uma harmonia que guardarei dentro de mim por muito tempo. que me fará voltar a relações que se arrefeceram, porque tenho de saber resgatar quem me foge.
porque aquela gente também é a minha família. só não partilhamos o sangue, mas temo-nos há tanto tempo, que não podemos perdermo-nos – sob pena de deixarmos para trás uma parte nossa.
[sinto-me crescer a cada ano que passa. sou muito melhor hoje e não quero que isso aconteça sem ser partilhado - não teria, de todo, valor significativo, se ficasse só dentro de mim.]

estádio do algarve, hoje às 18:44.
um céu lindíssimo e uma vitória importante da selecção feminina.
sabes, foste chegando assim devagarinho à minha vida. há tanto que te conhecia e desconhecia tanto de ti. só sabia que eras generosa com os amigos. mas isso estava bastante longe de mim – que do alto da minha arrogância, até pensava que nem precisava de me aproximar.
a vida, aquela coisa inevitável que nos traz as maiores lições, aproximou-nos. lentamente. para mim, o momento crucial foi, precisamente, num acontecimento marcante para a tua vida. aí, senti-te pessoa. é talvez rude dizer isto assim – mas é o que me sai neste momento.
e, lentamente, fui entrando e foste entrando. e já me deste tanto, que não imagino se algum dia terei a possibilidade de te recompensar. mas a vida, essa que nos traz as maiores lições, será generosa, acredito.
e assim estamos. amigas. e só sei dizer que isso me faz muito feliz!
muitos parabéns, João!
a tua casa é o teu mundo. um mundo onde todas entramos e nos sentimos como em nossa própria casa. consegues, como poucas pessoas, fazer com que tanta gente esteja agregada, sem que se sinta pressionada a cumprir o padrão. nunca a palavra liberdade teve tanto sentido, como quando estamos contigo. é bom. é muito bom. é a verdadeira partilha de tudo o que é verdadeiro dentro de nós – do bom, do mau, da alegria, da tristeza, no fundo o que nós somos.
chegada a esta altura é fundamental termos-te na nossa vida.
obrigada por isso!
muitos parabéns, Grande!
o fim de semana. começa hoje com o concerto da simone e da zélia duncan e prossegue com o aniversário de duas amigas.
get together espectacular!
(ó tempinho, dá aí uma ajudinha, sff)

nina, olha a catraia a tirar o curso de barbie com a tia Maria!


crianças
(esta, então, presta-se mesmo para a coisa)
P*** QUE PARIU!!!
andei a conciliar movimentos num extracto errado! só de pensar que vou ter de perceber quais são os movimentos errados, desconciliar e voltei a fazer a mesma merda, mas agora no extracto correcto, só me apetece dar um pontapé no caralho do monitor novo que me puseram aqui hoje, e que está com as definições incorrectas, logo vê-se uma merda!! (e escusam de vir com a ajudinha que as definições do monitor ajustam-se, que a coisa é mais complexa!!)
falo dos morangos que a minha Maria comprou – ‘tadinhos, muito bonitos e tal, mas sabor que é bom, népias! já o ananás… bem docinho!
[não estou de dieta, mas devia!]
o benfica e o sporting estão todos contentes a fazer contas e intenções de não perderem mais nenhum ponto até ao final do campeonato!
esquecem-se, é que se o porto fizer a mesma coisa, de nada lhes adianta! é que já não há forma de directamente lhes retirarem pontos.
são uns iludidos, coitados!
era só o que devia poder fazer. só me apetece arrastar-me para a cama, fechar os olhos e dormir. devo andar com algum problema, certamente. hoje, acordei e voltei a cair profundamente no sono.
quando é que inventam uns comprimidos que substituam a comida? dava-me um jeitão do caraças! é que, na maioria das vezes, como porque tenho fome. e isso dá-me um trabalho imenso. assim, com os comprimidos, só comia comida quando me apetecesse mesmo comer.
eh pá, não liguem, isto está bera: tenho as fichas todas ligadas em sítios errados. eu vou ficar melhor, prometo!
a fabulosa, ali mais abaixo, desafiou-me (ela passa a vida a desafiar-me, caneco!) a postar aqui algumas aventuras de quando era fogareira.
fui buscar uma que, em 2006, coloquei no ante & post, um blog onde me diverti imenso e conheci gente bué, bué, mesmo!!
para quem me lê há muito é uma repetição, mas arrisco (não serão, certamente, assim tantos os que me acompanham desde o início – haja paciência!!)
os tremoços do Bilhas, ali em baixo, fizeram-me recuar uns anitos. poucos. coisa para vinte e um.
num período sabático escolar, eu às vezes descubro-me com umas piadas giras, porque esse período ainda hoje dura, esse e o outro, mas agora não vem ao caso, mas dizia eu, num período de calinice escolar pura e dura, andei a trabalhar com o táxi do meu pai. um peugeot 504 com tecto de abrir e direcção assistida aos meus pobres bíceps.
eu, que sempre sonhei com os dezoito anos para poder tirar a carta, adorei o desafio.
tinha uma concorrência feroz, já que os meus colegas da praça não me achavam grande piada e tentavam por tudo que eu não tivesse clientes. isto numa vila algures no centro do país, chamada Miranda do Corvo. mas aos poucos, e muito em parte pelos conhecimentos do meu pai, fui arranjando uma clientela fixa, na sua maioria mulheres.
o dia de maior movimento era a quarta-feira, dia da feira semanal, muito concorrida e uma das melhores das redondezas. claro que a clientela era, na sua maioria, gente que vinha vender as suas coisas à feira. o que quer dizer que no máximo às sete horas tinham de lá estar, com pena de não encontrarem os melhores lugares de venda.
começava às seis da manhã. em direcção a sul e virava para Godinhela. um pouco mais à frente, numa aldeola quase desabitada, apanhava um casal de velhotes, muito querido, sempre juntos para todo o lado, e que aproveitavam o dia da feira para irem ao médico, sempre poupavam nas viagens. recordo o cheiro intenso a fumo da lareira, que as suas roupas deitavam.
de seguida, voava em direcção a Lamas, para ir buscar a D. Ilda. tinha de aproveitar para andar depressa quando não levava passageiros. para além de não os querer assustar, arriscava-me a que eles andassem numa montanha russa no banco de trás, tal a quantidade de rectas que as estradas tinham. lá trazia calmamente a D. Ilda, porque ainda era cedo. na viagem de regresso, por volta das quatro da tarde, a D. Ilda já não estava tão calma. os almoços, meus caros, os almoços consistentes pediam acompanhamento.
a saga dos fixos da manhã terminava com uma ida ao Padrão, na estrada que vai para a Lousã. aí, tinha três clientes que eu adorava. mãe e duas filhas, as três bem preenchidas de carnes, e com uma disposição fantástica. saía do carro, abria a mala e elas carregavam-na o quanto podiam com sacos de tremoços! cozidos, claro! quando as largava na praça, deixavam-me um saco com três ou quatro medidas, que eu ia devorando com o passar da manhã.
e pronto, foi disto que me lembrei, quando vi o post do Bilhas.
talvez um dia fale da bruxa de Godinhela, do Carlos do Gondramaz, das minhas idas à feira dos Cabaços ou da senhora que levei à Casa do Gaiato para ver o neto e que, ao ver que eu chegava à hora certa que tínhamos marcado para o regresso, vira-se para mim e diz “oh homem, você é mesmo pontual!”
… mais gosto dele: Miguel Vale de Almeida! (pela serenidade, sim, principalmente pela serenidade e pela humanidade. grande Homem!)
e acho extremamente hipócrita, a postura dos que estão contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo, ao argumentarem sistematicamente com os apectos jurídicos da coisa. porque é que não têm coragem de dizer: olhem, nós não queremos que vocês tenham os mesmos direitos que nós? ponto. era muito mais verdadeiro.
ainda para mais, arranjam cada figura… na tvi24 está uma senhora, que se chama Sofia Galvão, que começou por dizer que estava ali em nome pessoal, mas passa a vida a começar as frases por ‘nós’. bem, sempre pode ser plural majestático, é verdade. e ela lá deve achar-se assim, que foi para ali carregada de toda a bugiganga que tinha em casa para pôr ao pescoço, nos braços e nos dedos! (aqui já sou eu com o mau feitio…)



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