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Movimento Pela Igualdade – a favor do casamento civil das pessoas do mesmo sexo.
quero lá estar!
no S. Jorge, domingo às 16h.
mas virei falar disto mais logo, que agora não tenho tempo.

anabela, olha como já estão!
sem espinhas foi a vitória do barcelona, ontem. muito pouco manchester para uma final da champions. não se entende… fica uma pessoa à espera de um grande jogo, entre duas das melhores equipas do mundo – ao momento talvez mesmo as melhores – e uma delas resolve procrastinar. fantástica a circulação de bola do barcelona, verdade, executantes de grande categoria e disponibilidade para se entregarem ao jogo, uma maravilha, portanto. só que o manchester tinha obrigação de fazer mais qualquer coisita. pelo menos conseguir encadear os passes e daí resultarem algumas jogadas dignas desse nome. nada. um pouquito melhor na segunda parte, mas ainda assim insuficiente. incrível como o messi se encontra completamente livre de marcação, aquando do seu golo. incrível, também, a forma como ele, depois de derrubado por dois jogadores do manchester, consegue sair dos escombros que eram as pernas dos outros e recuperar a bola a poucos metros. ser baixinho tem destas vantagens.
ficou provado, mais uma vez se ainda havia quem dúvidas tivesse, que um grande jogador só resolve se tiver uma equipa que toda trabalhe. ao mais alto nível, tem de ser assim.
kianda, querida, entretivémo-nos com o que está na foto, mais a bebida, claro! alinhavas?

é como me sinto!
ontem diversas pessoas me perguntaram como íamos comemorar o quinto aniversário. eu disse que já tinhamos ido, ao visitar o sítio onde nos encontrámos a primeira vez. e sim, foi logo na primeira vez que nos vimos que iniciámos este romance – há dias felizes! uma delas respondeu-me ‘oh prima, nem um bocadinho de cliché?’. não querida, disse eu, cliché vai ser se um dia nos pudermos casar e vires a morena no esplendor do cliché e da pirosice digna das noivas!
pois, o cliché foi eu ir jogar à bola com as minhas amigas (credo, ando a jogar tão mal que até dói – ontem, acho que não fiz um passe certo) e a morena foi ao ikea ver um armário. depois, quando cheguei a casa ela fez-me uma massagem no pescoço.
portanto, sou romântica, sim, não duvidem disso, mas tenho pouco jeito para encenar coisas. acho que fui pouco educada a coisas arranjadas previamente. e, felizmente, consigo demonstrar o quanto gosto da Maria doutras formas, e ela não se sente menos querida e cuidada.
resumindo, tenho a mulher ideal para mim. já viram a sorte?
aqui começou uma história de amor. daquelas que só pensei serem possíveis em livro, ou no cinema. logo que me cruzei com o seu olhar, mal senti o seu abraço, percebi que aquilo era um acontecimento. não uma circunstância. gosto de aqui voltar, todos os anos. temo-lo conseguido, ainda que à custa de chegarmos atrasadas ao trabalho. tudo vale. esta história de amor vai ser sempre escrita por lembranças, pequenas delicadezas, sorrisos cúmplices, beijos furtivos. tive um encontro e não quero perder a oportunidade de o viver, tantos anos quantos me sejam permitidos. não o descuro um dia que seja. sou uma mulher extremamente feliz e partilho essa felicidade com todos os que quiserem fazer parte desta história – sejam a família, os amigos mais próximos, os desconhecidos que por aqui passam. todos fazem parte dela, aliás, porque fazem parte da minha vida – ainda que não o queiram.
hoje, como há 5 anos, o teu sorriso encanta-me.

rematando com um chá, no Tea Room do LA Café.

Madragoa
come-se muito bem n’ A Travessa!

[hoje é o aniversário da dama que me encanta.]
olaré, se é!
ela tem um blog famosíssimo. com meio milhar de visitas por dia, pr’aí. sem comentários. arisca e preconceituosa, mas com uma escrita brilhante de sentimento e carne. conhecemo-nos há uns quatro anos. quando nos encontramos – que é raramente, porque ela é um bicho do mato que não sabe alimentar relações – ando com o braço por cima dos ombros dela. gosto de a sentir assim mimada e protegida por mim – não serão muitas as pessoas a quem ela deixará que esse gesto se repita.
no outro dia, mandei-lhe um mail. melhor, mandei-lhe uma boca, por mail. esperando não ter resposta tão cedo, ou nunca, quando o mail se perdesse lá nos confins da caixa de entrada. e o ouriço arisco, que destrata tanta gente do alto da sua arrogância, responde-me isto: minha querida, como gosto de ti e como te sinto a falta.
ele é convites do wayn, do facebook, do twitter, do unyk, do hi5… às vezes a mesma pessoa a fazê-los de vários destes sítios!
oh foda-se! não tem mais que fazer, carago?
não é fácil. mas, mais cedo ou mais tarde, acabamos por encontrar alguém, por quem nos encantamos todos os dias.


nem por isso… antes, uma aula de anatomia em banda desenhada.
(nós somos muito loucas…)
ah… e há ali uma coisa que parece, mas não é.

… se passa com a minha nuca! (eu e as almofadas e o osteopata e as dores na cervical, enfim, grande salada)
ontem fui ao osteopata. o meu corpo parecia castanholas. olé!
quando saí da marquesa, parece que flutuava! bom…
(já me divorciei da almofada anatómica.)
[nem quero acreditar que o cenário de janeiro se pode repetir...]
há que aceitar, quando não se pode evitar. aceitar e desejar que tudo corra bem. enfim, suposições.

gostava de viver em Lisboa, nesta altura do ano.
cada vez estou mais convencida de que recebemos de volta, o que vamos semeando aqui e ali.
não há forma de voltarmos ao tempo das trocas, de eliminarmos o dinheiro das nossas transacções, mas talvez valha a pena estarmos atentos ao que de bom sempre vamos recebendo. em gestos e atitudes, que têm para connosco, pessoas que não estão obrigadas a fazê-lo.
acredito que haja mesmo uma conjugação de energias positivas que se vão passando. damos umas coisas, recebemos outras de que precisamos. quanto mais damos, melhor ficam os que recebem. a probabilidade de esses darem mais e melhor é maior.
hoje estou muito paz e amor… e não andei a fumá-las, não. tem tudo que ver com uma coisa que aconteceu ontem à Maria - e que justifica em pleno tudo o que escrevi acima.

(ontem foi dia de festa lá em casa! mono festa, mas pronto…)
* com chuva

grande chuvada que caíu há pouco!
hoje estou de dona da casa. a morena num workshop de decoração de bolos – já vos falei das profissões alternativas? pois… e eu a fazer o ménage. a solo, que já me deixei de aventuras! roupa lavada, cama feitinha, almoço comido, paulo flores e chico buarque a fazer companhia e o que me apetecia mesmo, agora, era uma coca-cola gelada. paciência!
vou higienizar-me, para daqui a pouco ir galderizar com umas amigas.
a noite de ontem foi toda boa. o espectáculo muito, muito bom. o petisco depois também. e a noite no Maria Lisboa foi excelente. não pela música ou quê, que até estava fixe, mas porque estive com imensa gente, com quem já trabalhei, e de quem guardo uma enorme ternura. passado tudo, só os afectos nos fazem permanecer na vida das pessoas. vale a pena investir.
bom fim de semana!
hoje vamos ver o ‘Gota de Água’, musical feito a partir de músicas do Chico Buarque – acho que é mais ou menos isso. não ligo muito a esses pormenores. depois vamos beber um copo ao Maria Lisboa. fixe ser sexta-feira, quando supostamente aquilo está mais calmo. e amanhã ainda é só sábado. (ando tão cansada. só me apetece dormir. que raio!)


(cá em casa somos muito excêntricas, mas ainda não nos deu para isto!)
são 23:54 e a minha Maria anda a fazer passagem de modelos… e eu espectadora exclusiva.
comprei uma almofada anatómica. coisa mais estranha, caneco!
esta noite, a segunda com a dita cuja, andei às voltas com ela.
diz-me a Su, aqui no messenger: não valia mais andares às voltas com uma pessoa?
minha querida, espero que te estejas a referir à Maria – senão, sabes quando é que voltas a comer crepes de chocolate às quatro e meia da manhã?? never! é que ela não perdoa…
(…) Caçávamos pássaros com chifutas de borracha (…)
O Planalto e a Estepe – Pepetela – pág. 13
ainda me lembro a alegria que senti, quando o meu pai me fez a primeira chifuta! eu não tinha jeito nenhum para manejar a coisa, muito menos para acertar no alvo, mas era giro.
chifuta = fisga
a honestidade deve ser a qualidade que eu mais aprecio!
aquelas massagens na cabeça, que a Maria faz, são divinais!
(vou colocar aqui um sistema de senhas, para as candidatas do post ali debaixo)
há um ano estava assim um lindo dia de sol. acordei muito cedo e bebi um bocadito de chá, com pouco açúcar. tinha passado a noite a levantar-me para ir à casa de banho. a mala já estava feita.
cheguei ao hospital às oito. antes das nove já estava no meu quarto. passado pouco tempo vieram trazer-me o vestido de gala, mais o chapéu e as meias, que apertam pra cacete!
vieram buscar-me pouco depois da nove e meia. a cirurgia era às dez e meia. fiquei numa sala, antes do bloco. um frio de cão, que me impediu de dormir profundamente, mas não o suficiente para não passar pelas brasas. e rir-me com o vizinho do lado, que voltaria a encontrar no recobro, e que não queria que lhe tirassem a aliança do dedo.
depois, foi tudo muito rápido, para mim. às dez e meia estava a ver as horas no relógio do bloco e, de repente, já só sentia um formigueiro na barriga, as pernas insensíveis, vozes ao longe e o mesmo relógio já marcava meio dia e meia. e a médica a dizer-me que tinha corrido tudo bem.
a estadia no recobro foi boa. quentinho e tal, até que me vomitei toda. é muito horrível dar-nos para fazer aquelas figuras à frente de estranhos. uma pessoa sente-se tão fragilizada.
a esta hora já deveria estar a caminho do quarto. onde me esperava a dama e umas amigas. eu sem sentir as pernas e a Grande a fazer-me massagens que me faziam uma impressão do caraças.
o pior estava para vir: a fome, meu deus! tanta fome! e eu em dieta líquida, que não conseguia reter nada no estômago, à conta do tramal!
estava um dia assim lindo, como hoje. e o meu quarto com vista para a vasco da gama. e eu sempre enjoadíssima, credo!
… que já nem sei se é das dores na nuca, se da mudança das pastas, se da semi-dieta que ando a fazer!!!
se tudo falhar na vida, a minha Maria tem uma série de profissões alternativas.
a última das quais, massagista. ontem, deu-me uma massagem na cabeça que até levitei!
(Grande, ainda não tive a dos pés… estás-me a ganhar!)
dias bem fixes, que por aí andam…
e eu com uma dor na cervical que me apanha a nuca e, para ajudar à festa, mudanças na chafarica.
(o gajo que inventou o papel devia ser trucidado!!)
mas, pronto, ando de manga curta, já não é tudo mau.
… um dos meses que eu mais gosto: Maio – mês de Maria!


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