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para a Marquesa e a CondeÇa um abraço especial.

e a mania que têm os não fumadores (os ex ou os nunca) em dar bitaites quando uma pessoa diz que vai fumar um cigarro?
se olhassem mas é para sua vidinha, certamente encontravam muito com que se entreter!
[e não venham cá com a merda da história dos fumadores passivos, que eu só fumo, em espaços fechados, devidamente autorizada e a puta da poluição que por aí anda está tudo menos relacionada só com o fumo do tabaco!]

quando estou a tratar de algum assunto, e me começam logo a dizer "está a perceber" ou "não sei se percebe", dá-me logo vontade de mandar a pessoa para um sítio recondito cheio de excrementos e a cheirar muito mal!

… com os tons da minha roupa. nem sei porquê.
esta gente não tem mais que fazer?

agora que eu tinha disponibilizado um cantinho do meu coração a outra equipa femina de futebol… acaba!!

[força, miúdas, é gerindo a frustração que nos tornamos mais fortes. e se houver solução noutro sítio, pronto, o cantinho do coração fica reservado para vós.]

frenético e feérico.

são tartarugas em central park, mas bem podia ser o sporting no jogo de ontem – tudo a monte.

Mannhattan vista de Brooklyn

gostei imenso de ter ido ao jogo. porque começou de dia, porque estava bem situada, porque a envolvência era alegre e, finalmente e não menos importante, estava com duas amigas conhecedoras do fenómeno desportivo. ou seja, jogo jogado à parte, foi uma bela noite de verão.

o jogo jogado, que é por ele que se vai ao estádio, é que estragou a coisa – e o resultado é para mim o menos traumatizante. à semelhança de outras experiências anteriores (tinha alguns posts para linkar, que comprovariam a coincidência do meu sentir), a sensação que me fica é que o sporting é uma equipa de ideias limitadas, muito predefinidas e que não consegue encontrar alternativas para equipas que jogam muito recuadas e em contra-ataque. e sito não tem que ver com a limitação do plantel, com o início de época e outras quaisquer coisas que se possam apontar. tem que ver especificamente com o treinador que não consegue encontrar uma forma para a equipa jogar, que melhro se adapte às circunstâncias do jogo e dos adversários. ontem, em determinada altura da segunda parte, o que vi foi uma equipa de estratégia completamente anarquizada – o vukcevic lembrou-se de sair da esquerda e ocupar o centro do terreno e por ali andou imenso tempo, obrigando o matias fernadez a descair para a esquerda – e muito estática. nem acho que os jogadores não se tivessem empenhado, acho mesmo que eles andam a ser vítimas do sistema, o que se torna desmotivante para quem está dentro de campo. houve prestações individuais muito abaixo do esperado, mas não foram elas que emperraram a máquina. essa emperra sempre que o sporting tenha necessidade de ter posse de bola e obrigar a outra equipa a abrir espaços. por isso é que jogam sempre quase bem com equipas em que o objectivo é jogar taco a taco e baqueiam com as consideradas equipas menos poderosas. é assim há três anos. mas, a conquista sistemática de um acesso à champions e umas taças aqui e ali, mais o facto do benfica andar há uns anos a desbaratar dinheiro sem efectivo retorno desportivo, têm disfarçado a pobreza futebolística. os desastres da noite foram os laterais caneira e pedro silva e aquela coisa que joga a central e se chama polga. muito, muito maus.
resumindo: adivinha-se uma época fértil em jogos entediantes. espero que, ao menos, o novo presidente obrigue o homem a ter alguma contenção verbal, nas conferências de imprensa, e que lhe arranje um psicólogo para lhe tratar aquela ansiedade.

esta rapariguinha (nem sei que idade tem, mas para eu a detestar isso não tem relevância) que se chama Ingrid Michaelson e a aquela lenga lenga do "i just wanna be ok".
é que não há pachorra para ouvir aquilo!

… mas não te esqueças que temos um almoço pendurado!
ah… e já agora, depois diz-me quando tiveres um novo blog, que eu não tenho paciência para te andar a procurar.

eu tinha comprado um telemóvel assim a modos que para o avançado (na tecnologia e no preço, minha rica carteira!), só que o desgraçado tinha um problema com o bluetooth. vai daí que fui para trocá-lo e o substituto revelou-se com a mesma mania. vai de desformatar a cabeça daquele e optar por outro. outro escolhido, da nokia, o que me fez ficar contente porque gosto mais da navegação. não tive tempo de olhar bem para o bicho e as configurações foi a Maria que as fez, que tem muito jeitinho para além de gostar!
o caricato da coisa aconteceu ontem, quando precisei de fazer uma chamada para um número que não estava nos meus contactos, e dei por mim a olhar para o coiso sem saber como é que marcava o número. senti-me tão estúpida e ridícula, a pensar "boa, ana, tens um telemóvel todo cheio de merdas e não sabes fazer uma chamada!". para dar mais uma achega ao caricato da situação, digo-vos que resolvi a cena gravando o número que precisava de ligar. estão a ver alguém que precisa de ir a coimbra, que tem auto-estrada directa, e não sabe e vai a castelo branco para depois ir para coimbra? pois… foi mais ou menos o que fiz.
cheguei a casa e disse à Maria "vou-te contar uma coisa mas não podes divulgar a ninguém. eu não sei fazer chamadas com o telemóvel", ao que ela me respondeu "vai lavar as mãos primeiro". não percebi qual a relação. mas a verdade é que quando cheguei ao pé dela, num simples toque no ecrã do bicho e lá estavam os números para digitar.
entretanto, fiquei aqui com uma dúvida: se por acaso estiver num sítio em que não haja uma torneira, serve aquele gel para lavar as mãos, ou tem-se mesmo de lavar com água e sabão?

… ainda hei-de conseguir fazer fotos assim: tour de france.

comi agora uma bola de berlim com creme que…
… nem vos digo!
(só faltou uma imperial para compôr o ramalhete. aí sim, era que nem praia.)

… quando vejo um treinador a participar nos exercícios de treino.
muito desconfiada… sei lá, faz-me lembrar o jaime pacheco. o que não me parece boa ideia, quando se trata do sporting. mas isto devo ser eu com preconceitos.

… a ter juízo com as experiências da época passada.
mas não.
esta noite vou ver o jogo do sporting.
(algures na minha infância, devo ter tido qualquer trauma que me "obriga" a ser masoquista umas certas vezes por ano)

utilizo o Google Reader para acompanhar a blogosfera, já que não consigo ver os blogs aqui na chafarica.
mas de há uns tempos que o bicho anda um pouco engasgado. leio os posts e não tarda o gajo dá-me que eles não foram lidos.
eu sei que não sou muito inteligente e, não raramente, preciso de ler as coisas duas ou três vezes para as entender, mas gostaria que isso ficasse ao meu critério, se não se importam!

… dá-me para isto! um sufoco!

esta noite sonhei que a minha avó paterna tinha morrido. coitada da senhora, que já foi há tantos anos…
eu estava na igreja onde supostamente estava o corpo. a Maria também ía comigo e eu renitente em ir para perto do caixão. de repente, vá-se lá saber como, já não era a minha avó, mas sim um tio que já morreu faz algum tempo. até aqui nada de especial.
o problema, com estes sonhos, é a mania que os mortos têm de sair do caixão e virem ter comigo. o que eu corri naquilo que já era um cemitério, mas depois o labirinto de arbustos que existe na nossa rua, e o desgraçado do morto sempre a sorrir e a conseguir alcançar-me, coisa que eu achava surpreendente, porque o meu tio já não era um homem novo! até que consegue agarrar-me na mão! ía morrendo de coração! e acordei. com os braços gelados, porque estava destapada, toda a tremer, a não querer acordar a Maria e a tentar pensar em qualquer coisa de diferente para não voltar a ter o pesadelo.
que coisa!
isto quer dizer algo, eu sei que quer… mas podia ser de uma forma mais simpática, não? pelo menos que não fosse durante a noite, que está tudo escuro e eu estou a dormir porque preciso de descansar! não podemos agendar isso para uma sesta depois do almoço? ou quando estiver de férias, numa daquelas sornas que costumo fazer na praia? vá lá…

e desatam a sugar os posts dos outros e a colocá-los como se fossem seus.
sem vergonha, sem respeito. uma coisa merdosa, portanto!
desta vez, a vítima foi a Gayja.

[prima, isto só se resolvia, mesmo, à moda do jack bauer!]

Postando a partir do telemovel.

. dores nas costas
. telemóvel novo sem contactos telefónicos [se me mandarem msg, deixem o nome sff]
. calor e demorar 20′ mais ou menos para chegar aqui
. e o melhor de tudo: já consigo postar quando me apetece!

a vida é bela!

sentada na cama a trabalhar e a ver novelas – yah, eu vejo novelas, coisa horrorosa!

esta coisa das “novas oportunidades”… é assim a modos que uma coisa execrável, não é?
há aqui ao lado uma miúda de 19 anos, que não quis estudar, que fica toda enfadada porque tem de servir cafés, que me disse que vai ficar com o 12º anos em três meses – e, com novo ar de enfado, diz que tem de fazer um trabalho sobre a vida dela, etc, etc, uma chatice, portanto, porquê tanto trabalho?!?!?
eu devo estar a perceber tudo mal, certamente. isto não pode estar a acontecer! não é justo, pior, não é normal sequer poder equacionar-se dar a mesma oportunidade de se ter em 3 meses, aquilo que os outros levam anos a obter!
às vezes dá vontade de fugir daqui, juro que dá! e ir para o 3º mundo – ao menos lá já se espera isto…

… mas, de repente, tenho acesso ao blog!
não deve ser sol de muita dura…

[ando aqui a modos que bicho do mato, como já devem ter percebido. isto passa! na volta, quando passar, já não tenho leitores... é o risco...]

- o sporting este ano se ficar em terceiro lugar, bem que pode fazer uma grande festarola, caneco!
- estou cheia de trabalho e com uma soneira medonha!
- o tempo a boicotar os planos de quem quer tirar umas férias na praia, com direito a sol e calor

ter a casa dos pais cheia de família para uma sardinhada num sábado à tarde.

[os filhos do meu primo mais velho são muito engraçados; a minha futura prima bastante simpática; os tios a bazarem já noite dentro; a grande a lavar-me o jipe ontem; o guacamole da marquesa; a jovem pagem a tomar o pequeno-almoço com o patronato; a condeÇa com um desvio na coluna; a constatação de que há gente na família que não é baptizada; a subida ao calvário, pelo quebra-costas; a não queca da quicas com o quico; os gins tónicos excelentes; o acampamento no sótão; o roubo da cama da lady x; a sábia curandeira a ser quase das primeiras a chegar; a morena a espalhar charme; e por incrível que pareça, não peguei na minha máquina fotográfica uma única vez!]

como diz a minha querida Su, há festas que deviam durar uma semana!

receber um mail, ainda que spam, com o título “i saw you naked on the shower”, revela que somos pessoas com algumaa sensatez e sanidade mental – não estarmos nús no chuveiro é que seria coisa estranha. (ou não, ou não…)
ah! mas, após essa revelação, a criatura spam acrescenta: “you wont need to worry about your performance in bed anymore.” [cá para mim, aprece que aquele "wont" deveria levar ai um coisinho destes ', mas adiante].
ora resumindo, se a dita criatura nos vir nús no chuveiro, isso é sintomáico que não temos que nos preocupar com o nosso desempenho na cama.
bem… não me lembro de ontem à noite ter sido vista nua no chuveiro, mas posso garantir que tive uma noite com um desempenho na cama acima do excelente: dormi ferrada da meia noite às oito da manhã! quem se pode queixar?

ora, ora, eis-me aqui com 46 anos, às 01:27, portátil nos joelhos, copos e pratos sujos à espera de uma máquina que ainda tem louça lavada para arrumar, resquícios de espumante e bolo de chocolate e o coração ainda batendo nos afectos das amigas que cá vieram passar a meia-noite – complot organizado pela dama e, comme d’habitude, eu nem aí, que de tão distraída que sou se torna facílimo fazerem-me surpresas.
46 anos e em cada ano que passa a pele da criança a sair. só deixando a parte que é boa – a da irreverência, do mimo, da espontaneidade, de alguma inocência. mas é a mulher que cresce em mim, que se me toma conta. estranho dizer isto com esta idade, mas cada um tem o percurso que tem, e só se cresce verdadeiramente se a isso se for obrigado, não há nada que saber. e antes mais cedo, que mais tarde, disso sei eu. mas tarde é o que nunca vem, como diz a minha mãe.

tenham um bom dia, que é o que desejo para mim.

finalmente notícias. tudo a correr bem. eu é que ando tão cansada que nem consigo ligar o pc.
obrigada pelas visitas. pelos comentários. espero voltar em breve à minha actividade blogueira – tenho saudades dos tempos em que estava a trabalhar e me apetecia escrever um post e tinha liberdade para o fazer. faz-me falta esse espaço de desabafo. mas nem vale a pena lamentar, que não há remédio.
até!

coisas interessantes que se descobrem nos hospitais, em momentos de espera angustiante.
(a minha Maria deve fazer o pior pós-operatório do mundo! safada!)

isto é o que se chama ‘não ter um emprego estável’!
nesta esquina não dá? no problem! pega-se nas bicuatas e muda-se de sítio!
o que achei fantástico é a convivência entre os automóveis, os autocarros, as bicicletas, estes carrinhos, tudo sem atropelos e na boa!
como diz a minha querida K, o pior é o cheiro que estes carros deitam, quando estão a fazer os cachorros, as espetadas e o caneco!

há, ainda, quem confunda sinceridade com intromissão. os amigos fazem-no muitas vezes. acham que o seu dever é usar sempre a sinceridade nas suas opiniões, e eu acho isso muito correcto. só que, muitas das vezes, opina-se sem que seja pedida opinião e, pior, ficam muito ofendidos se depois não se segue a opinião que eles deram, porque a acham de um valor moral superior porque baseada na sinceridade. ora! a sinceridade havia de ser usada sempre e não torna a opinião mais valorizada, só por isso.
aliás, no extremo, o facto de uma pessoa ser sincera não a torna mais pertinente. pode-se ser sincero e dizer uma grande baboseira.
enfim…

… olaré que bom que é!

[sua alteza, a CondeÇa, agradeço-lhe sentida e reverencialmente.]


quando a coloquei, andávamos no meio da rua, a caminho de ir jantar. chegadas ao restaurante, um tailandês, fui à casa de banho, toda ela espelhada. olhei para o lado e apanhada de surpresa pensei: mas quem é esta que se enfiou aqui comigo?
(aquela coisa dá cá uma comichão…!)


a Maria (de peruca) em Times Square.
o interesse do post não é a tão famosa praça, que nem praça é, mas relatar a compra de adereços capilares por parte da dama. quando fizémos a primeira tentativa de ir assistir à missa no Harlem, de seguida parámos num loja que tinha a maior parafernália por mim vista, no que a cabelos diz respeito: perucas, pentes, escovas, ganchos, toucas, cremes, sei lá mais o quê!!!
na loja, trabalhava um rapaz do Senegal, que falava umas coisas de português, porque tinha tido um professor, António Silva, naturalmente tuga. ainda bem que não disse nenhum palavrão!
(vou procurar uma foto minha, de peruca lisa, já aqui ponho)

adoro placas de ruas. em nova iorque é um fascínio. a partir da houston para cima, quando acaba chinatown, começa tudo a ser muito linear. avenidas ao alto, ruas a atravessar. as avenidas no sentido este/oeste e as ruas de sul para norte.  portanto, o nosso hotel estava ali como diz a plaquinha, na 45th, entre a 6ª e a 7ª. ou seja, mesmo com times square ao cantinho. e chega-se ao Harlem e os números desaparecem das placas e surgem nomes, os nomes de negros importantes para a comunidade – como podem observar pelo malcolm x!
e há ali uma plaquinha não tão frequente como as das ruas, mas que aqui e ali aparece, e que indica presença de câmaras de vigilância na rua. espero que não me tenham apanhado a fumar, pois a minha mãe não sabe…

quando comecei a jogar futebol, houve logo duas coisas que eu soube que jamais gostaria de ser: treinadora e jogadora profissional. mais tarde, quando fui dirigente, percebi que também jamais gostaria de ser dirigente de um clube profissional.
não é que eu não gostasse de organização e que, bastas vezes, rezei para que houvesse mais dinheiro para as deslocações e não só. mas o encanto do improviso, o colocar balizas à última hora, o chegar ao clube e não haver balneários disponíveis, toda essa ginástica que não raras vezes é preciso fazer quando se está no desporto amador.
isto tudo vem a propósito de um torneio de futebol feminino que fui assitir no sábado. inicialmente, ía para ver um jogo entre duas equipas com jogadoras que conheço há muito, e acabei por ficar até às sete e tal da tarde. muito concorreu o facto de ter podido estar com pessoal que não vejo bastas vezes, e depois toda a envolvência dos jogos e o que está por detrás deles: as jogadoras, os treinadores, os massagistas, os dirigentes, os seccionistas, a parafernália habitual – no meu sangue ainda corre muito de todo aquele folclore…
fiquei particularmente fascinada com uma equipa em prova. não pelo desempenho em campo, embora também, visto terem atingido a final, mas pela sua imensa capacidade auto-organizativa. perante a indisponibilidade dos treinadores, a quase ausência de dirigente, a inexistência de massagista, assumiram o seu desejo de participarem no torneio. pelo que percebi, meteram mãos à obra, reuniram o máximo de jogadoras possível, treinaram, e no dia do torneio lá estavam. com lanche previamente preparado e tudo. para quem não sabe, isto não é coisa fácil de operacionalizar. muito menos, quando se está habituado a ter as pessoas certas nos seus sítios, a saber: ter um treinador que oriente a equipa, um dirigente que organize a logística, etc, etc.
a última imagem que retenho, quando saí, era de um grupo de jovens e alegres jogadoras, em conjunto na bancada, com o estendal dos seus pertences todo montado: camisolas de jogo a arejarem no varão, que delimita o terreno de jogo, garrafões de água, sacos com maçãs, bananas, sandes, mais os sacos individuais. esperando tranquilamente o decorrer dos jogos que faltavam até à final – a final que elas iriam disputar.
não nego que, naquele tempo todo, estive imensas vezes tentada a dar uma mãozinha – não se preocupem com as horas que eu chamo-vos, eu preencho as fichas de jogo, etc, etc. coisa extremamente fácil para mim, apesar da distância de cinco anos. resisti à tentação, porque doutro modo, elas não teriam hoje o orgulho de poderem dizer que estiveram lá e que se safaram muito bem. e principalmente, porque toda aquela experiência de um dia inteiro juntas, sob a pressão dos jogos, a fadiga, lhes vem demonstrar à saciedade que o espírito de grupo, a vontade de concretizar, o querer, são das coisas mais inestimáveis no desporto. e que, aproveitando essa vivência de um dia por sua própria conta, em que conseguiram ultrapassar vários obstáculos, podem sonhar com desempenhos muito positivos quando a competição a sério começar.
a experiência do torneio pode muito bem servir de bandeira. não para pensarem que não precisam de mais ninguém, mas para confirmarem que, em equipa, a união é muito valiosa. porque quando se está dentro de campo, e as coisas estão a correr menos bem, há forças que só se encontram dentro de nós, ou junto das colegas que ali estão. o banco de suplentes torna-se uma coisa muito distante, embora que à vista desarmada pareça estar logo ali.

perante este relato, haverá quem diga que sou louca, ao preferir este contexto, ao invés do conforto organizativo e monetário que os profissionais têm. há coisas que só entende, quem experimenta. e as dificuldades aguçam-nos a criatividade e o desempenho. boas molas para a vida.

parabéns às jogadoras do Odivelas!

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