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… a despejar a carteira em público, passo cá uma vergonha, tal é a quantidade de trampa inútil que eu acumulo!
o que eu gosto de ouvir as pessoas começarem as frases por "vou-te dar a minha opinião sincera"!
e depois continuarem a falar e utilizarem "sincera" e seus derivados não sei quantas vezes.
para ajudar à festa, utilizarem isso em situações em que não é muito difícil ser-se sincero, porque não se trata de assuntos melindrosos, antes coisas banais.
tanta insegurança, cansa! não tenho pachorra!
- com as mudanças automáticas do Smartinho
- não esquecer NUNCA que agora tenho de pegar na mangueira da gasolina
é já daqui a bocado, hora do almoço, que vou buscar o pequenito.
a vida é bela!
que um esperto já entrar na minha vida! olaré!
… até provocava umas boas gargalhadas!
acordou tarde, não?
… a Umbrella da Rihanna!!!
por.amor.da.santa!
… já lá vão 6 anos que por aqui ando!
eu, toda eu, sem subterfúgios, sem máscaras. alguns dirão que é um caminho perigoso, mas nunca o senti como tal. ganhei gente, aqui.
este será sempre um dia especial para mim. porque, há seis anos, eu estava completamente perdida e este foi um sítio que me ajudou a encontrar o caminho do equilíbrio – não, necessariamente, só pelo que escrevi aqui, mas também. para além disso, foi por aqui, que eu encontrei a mulher da minha vida! e, digo-vos, isso faz toda a diferença na vida de uma pessoa.
obrigada a quem aqui passou e já se fartou, a quem ainda continua a passar, a todos!
apesar de muito pessoal, isto não faria sentido sem aqueles que aqui vêm.
ontem, enquanto tirava a louça da máquina e dava um jeito à cozinha, dei por mim a cogitar sobre algumas coisas minhas, pai e mãe incluídos, e pensei que um dia ainda voltarei a consultar a minha Rute.
há pouco, à procura de um post sobre o aniversário do blog, encontrei um post em que, na mesma data do ano passado digo isto:
"um dia… não sei quando, mas hei-de voltar a fazer terapia. quando arranjar coragem para abordar as coisas que não abordei anteriormente. não que me incomodem especialmente, mas para que olhe para elas com um olhar menos defendido e mais lúcido. melhor, para as verbalizar."
[pois, se não há coincidências... se calhar vamos lá sentar o rabo outra vez, ai vamos, vamos!]
não, Pedro, meu querido, "dês dos" querendo dizer (e escrever também) "desde os".
por aí, a ler uns comentários muito eloquentes sobre a razão porque não se deve aceitar o casamento entre pessoas do mesmo sexo, e tropeço nesta linda expressão: "dês dos". e não, a criatura em questão não é contra, até é bem a favor e, curioso, até sabia esgrimir bem os seus argumentos. mas "dês dos"!!! senhores, é muito mau!
ah, grande, grande Laura Abreu Cravo!
tudo não vai além de uma pretensa superioridade moral.
os que acham que a instituição casamento é uma coisa "sagrada", "religiosamente" guardada para macho e fêmea em conjunto. para macho e fêmea unirem e perpetuarem as suas famílias. portanto, uma coisa assim com um élan não acessível a qualquer um, parece.
os outros, os que desdenham o casamento, que dizem que está em crise, já toda a gente se está a divorciar, lá está, porque ousaram e puderam experimentar. e então, superiores, não imaginam que tanta atracção possa ter uma coisa, na qual eles já falharam redondamente – e isso deixa mossas, olá se deixa. deve ser terrível ver alguém lutar tanto por uma coisa, querer tanto uma coisa, na qual se teve insucesso. imagino.
no entanto, essa pretensa superioridade em se achar que os direitos só são para alguns – e toda a retórica, e toda a explicação não passa de um conjunto de coisas bacocas, se atendermos que o bem estar dos outros só nos pode fazer bem – não os torna imunes a todas aquelas coisas fodidas que a vida reserva para todos nós: as doenças dos que nos são próximos, as nossas doenças, a morte, o sofrimento, a angústia, a infelicidade, a frustração. nessas alturas, sofrem como todos. choram, babam-se de desespero, entram em pânico. no fundo, comportam-se como seres humanos que são. iguais a todos os outros.
eu cá, se tivesse que reclamar privilégios exclusivos, caramba, queria mesmo era não ter de passar por todas essas coisas fodidas! e isso eles não conseguem. tristemente, nesse aspecto, não são superiormente morais. que pena…
e agora não quero outra coisa! vou ali até ao tribunal acabar de botar discurso. para ser inquirida por um advogado horroroso, velho, de cabelo pintado de castanho claro, canojo! blhéc!
até me vão cair mal os rissóis que acabei de comer!
[estou aqui sem saber o que pensar sobre o facto de o André Villas Boas poder vir a ser treinador do Sporting. o melhor é não pensar nada, antes que a coisa seja oficial - vai na volta nem é ele!]
hoje, a terra que me viu nascer e à qual me sinto tão ligada – hoje também por via da ‘família que recebi’ – faz 34 anos de Independência! da Dipanda, como eles dizem.
o que eu desejo, pelo amor que lhe tenho, pela família que lá vive e pelas amigas que a ela também estão ligadas, é que continue o seu caminho de crescimento, não descurando o bem-estar do seu Povo, que é aquilo que Angola tem de mais precioso!
estamos juntos, sempre! apesar de fisicamente distantes.
… que me explicassem o que é essa coisa do ‘casamento homossexual’ ou ‘casamento gay’!!
palhaços!
é uma expressão muito usada em psicoterapia. e como eu sofro dela!
detesto desfazer-me de coisas, de pessoas, de relações.
agora, com o aproximar de tomada de decisão, eu, que estava toda contente por ir ter um Smart, vejo-me aqui triste por me desfazer do meu querido Peugeot! tenho-o há 8 anos. os 8 anos de maior mudança e tumultos na minha vida, até estabilizar.
nele dei uma grande volta pela Europa. nele tomei decisões que me custaram imenso – o meu carro sempre foi o espaço de introspecção por excelência, a par da banheira.
há aqui qualquer coisa de estranho. também tive momentos muito felizes, um deles mágico, até, pela mudança que operou na minha vida. no entanto, só me lembro de momentos marcantes, mas de conotação menos feliz – tirando a viagem à Europa, claro. passam-me pela cabeça uma série de imagens menos felizes. que raio! (tenho de ir tentar perceber isto)
mas, o que se passa no meu coração, de caranguejinho típico, neste momento é uma tristeza imensa por me desfazer daquele carro. e não é o carro, objecto em si, é tudo aquilo que ele representa.
estranho. muito estranho. há muito que não me sentia assim. até já andava a pensar que não estava viva!
para o povo, que é perfeitamente cego de paixão pelos clubes e o que lhe interessa são ao vitórias, a atitude de Jorge Jesus no banco é entendida como sendo a de um treinador dinâmico, interessado, que não descura um segundo do jogo e veste a camisola com igual paixão à dos adeptos.
para quem já esteve dentro do futebol, já se sentou em bancos de suplentes, já esteve dentro de campo, aquilo não passa de um mero show off! que resulta muito bem em até em termos de marketing, enquanto as coisas correm bem, mas é só isso.
… de que tomei banho e não lavei os olhos. doutra forma, como explicar os olhos enramelados, que trazia quando aqui cheguei?
nina, minha querida, enganas-te! é ao estilo de São Martinho, mas com 71 cavalos! e os caminhos de cabra ficam guardados para o jipão!
ah! e ao contrário do que possa ficar sugerido num comentário do post abaixo, a troca do meu Peugeot (ganda bomba!) não está nada relacionada com o momento de forma do Sporting! são meras coincidências!
… um esperto entrasse na minha vida?
isso seria… um São Martinho à maneira!

[Baía Azul - Benguela - Angola]
… seria excelente!
novamente na formação. um dos formadores parece um padre a rezar. ainda por cima tem um problema na fala. um horror. isso ou a minha completa falta de vontade e motivação para aqui estar! ontem estive toda a tarde no tribunal para ser ouvida às vinte para as seis e ter de lá voltar próxima quinta. mas, passe a imodéstia, estive brilhante. nasci para prestar declarações em tribunal! (tenho de fazer algum humor com a coisa senão aquilo torna-se demasiado importante)
e o paulo bento lá foi… inevitável.
quando se estabelece uma relação de compromisso conjugal séria (sim, apesar de todos os católicos do mundo e quejandos, essa é a relação que eu tenho com a Maria), há um pacote de coisas que levamos para dentro desse compromisso: nós próprios e todos aqueles que fazem parte do nosso universo afectivo, e concretizando, porque é isso que me interessa agora, a família – a nossa e a da outra parte.
já aqui disse, várias vezes, que eu fiquei a ganhar por uma abada, como se diz na bola. a minha família mais próxima é substancialmente menor que a da Maria. só em sobrinhos é uma fartura, eu que até sou filha única!
acho que uma das fases mais difíceis de uma relação de compromisso é adaptarmo-nos a todas estas pessoas, que não faziam parte da nossa vida até então, e que muitas vezes nem sequer nos tinham passado pela cabeça fazer: em número e em personalidade. entra-se, portanto, num mundo novo.
confesso que não me foi fácil. era muita gente, alguma à distância de milhares de quilómetros, cujas visitas se faziam uma, no máximo duas vezes por ano. não é fácil criarmos afinidade, empatia, com pessoas que vemos tão poucas vezes. porque entram em jogo as personalidades de cada um e, é sabido, que isso não é ligeiro de se abordar. de se contornar.
grosso modo, para mim, demorou à volta de três anos a conseguir. houve uma pessoa com quem tive uma empatia imediata, daquelas que não se explicam racionalmente, que foi com a minha cunhada. do mais pacífico possível, descontraído e bastante divertido. com o cunhado foi uma questão, mesmo, de tempo. seremos, quiçá, muito parecidos, talvez mesmo na timidez que nos faz ser, aqui e ali, algo arrogantes para disfarçarmos essa fraqueza. mas tudo ultrapassável e ultrapassado, assim haja vontade. a vontade, a nossa principalmente, mas a dos outros também, faz milagres, acreditem. o querer é uma arma poderosa.
houve outro elemento difícil: uma sobrinha. das primeiras vezes que nos encontrámos, corpos perfeitamente estranhos. e, claro, primeiras vezes, podem querer dizer dois anos.
mas, de uma coisa sempre estive confiante. a de que era uma questão de tempo. que o desafio que tinha aceite, ao iniciar a minha relação com a Maria, era grandioso, também por toda a gente que iria entrar na minha vida, mas que era O desafio da minha vida, porque era aquele mesmo que me permitiria ser incomensuravelmente feliz. como sou.
o voltar de página, com a sobrinha, sucedeu com uma estadia prolongada dela em nossa casa, aquando da sua gravidez. tomámos conta dela, não que ela não fosse capaz, mas porque a queríamos mimar. porque ela trazia na barriga mais um elemento da família, que iria prolongar este laço, mas muito porque ela merece, ela é uma das nossas. e os nosso devem ser protegidos.
a partir daí, a nossa relação evoluiu num crescendo de empatia e afinidade. adoro quando ela vem cá e fazemos aqueles lanches ajantarados, em que discutimos coisas sérias, mas também nos divertimos imenso com as histórias da banda! em que o puto, já com dois anos e meio, nos encanta com o seu poderosíssimo charme, e a avó dela nos desarma com a sua simplicidade de mulher do povo, sem rodeios, frontal e destemida e muito, muito genuína. de uma genuinidade que dificilmente se encontra em gente da nossa geração.
enfim, tudo isto porque a sobrinha esteve a desencaminhar a morena, para irmos passar o fim do ano à banda.
nós? ficámos de cabeça à banda, claro, a fazer contas aos dias de férias, etc e tal!
sou tão feliz, caramba!
farta dos papéis que me povoam a secretária, lembrei-me de uma ideia meia maluca. chegar lá um dia e deitar fogo a tudo. depois? bem, depois arranjar um psiquiatra que sustente uma insanidade temporária. não quero ficar sem emprego nem nada. só aliviar um bocado as resmas que se acumulam que nem salalé! entretanto já tirei parecer com o director dos recursos humanos e ele não me incentivou. depois disso atirei-me com força e lá consegui diminuir a coisa – nem imaginam a quantidade de papel que passou pelas lâminas da destruidora do dito cujo. ah pois é! a mim ninguém me demove.




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