não raras vezes me acontece, assim sem saber muito bem como e nos momentos mais inesperados.
acontece-me ter a leve sensação, leve como um pedaço de espuma que se desfaz em contacto com o solo – ou como se um pedaço de filme em três dimensões me fosse trazido de surpresa, mas num décimo de segundo logo se fosse.
sinto, nesse décimo de segundo – talvez seja mais e para mim se assemelhe a coisa tão fugaz – sinto o cheiro a sopas ricas de legumes, a azáfama da feira, o acolhimento das pessoas amigas dos meus pais, o total desconhecimento do que seria o meu futuro a curto prazo, nesse histórico verão de 1975.
às vezes também sinto o cheiro do sotão repleto de maçãs bravo esmofo que o avô Mário nos deu. no sotão de casa emprestada, mais uma vez por pessoas amigas.
era tudo tão novo e a felicidade ingénua era tão evidente.

há quem prefira viver num mundo de ilusão, irreal, evitando quem diga o que pensa. é mais confortável e, nos tempos que correm, consensual, não apontar erros, não discutir ideias. fica-se ali naquele mundinho merdoso da cobardia e ausência de compromisso consigo próprio. pensa-se, mas não se diz. logo, também não se ouve.
não fui feita para isso. recuso-me a ser hipócrita com o que sinto. não é pelos outros. é por mim. todos os dias quero olhar para o espelho e não ter vergonha do que vejo.
[excepto pelas raízes brancas do cabelo que carecem de tinta há semanas!]

para fazer coisas que habitualmente não fazemos.
escrever no blog pode ser uma delas.

a prova de que aquilo que os outros pensam sobre nós não tem importância nenhuma, por ser na maioria das vezes enviesado pelo própria realidade, é que toda a gente acha que eu faço imenso desporto só porque joguei futebol 12 anos e sou dirigente desportiva há 20.
não poderiam, no entanto, estar mais errados. eu gosto mesmo é de não fazer nada.

bem-vindo, 2016.
já aqui não venho há imenso, mas hoje apeteceu-me.

pormenor do teu pijama, aqui ao meu lado

hoje é o dia do teu aniversário e eu venho numa corrida a esta minha (nossa) casa deixar-te os parabéns.

desejo-te, meu amor, minha mulher, tudo de tão bom quanto se possa desejar. e que em todas as tuas decisões haja sempre o peso da liberdade feliz. do compromisso leve. num caminho partilhado comigo, com os nossos, com os outros, os conhecidos, os anónimos, toda a gente que sempre cabe na nossa vida e a enriquece.
amo-te como jamais.
(há onze anos estávamos quase a conhecer-nos)

… e hoje comemoraríamos 11 anos de existência!

o seleccionado nacional de futebol, Fernando Santos, quando questionado sobre a estratégia para o jogo de hoje com a Arménia, respondeu que jogam 3 gajos na área e um a centrar.
este país está cheio de anormais. vale tudo, até falar numa conferência de imprensa com linguagem de taberna!
mas ainda há quem me diga que assim é que é – que é a linguagem do futebol.
do futebol de grunhos, acrescento eu!

às vezes só mesmo passando por uma fase de sofrimento, em que se está disposto a abdicar de tudo, para se ter consciência que na vida temos sempre muito mais a ganhar do que a perder.
e que a nossa vida só se constrói agindo. indo para a frente, tomando decisões, assumindo posições.
na verdade, diz e sempre me disse a experiência, na maioria das vezes as pessoas estão tão ocupadas com a suas próprias vidas, que nem têm tempo para nos foder o juízo. ou, melhor ainda, são tão incapazs de sózinhas arquitectarem planos para nos derrubar. já para não falar daquelas que nem se preocupam que a gente exista.
quem pensa o contrário vive uma vida amarrada a preconceitos, temores e angústias tão desnecessárias quanto perniciosas.

[daqui a 10 dias este blog fará (faria?) 11 anos. talvez este post lhe sacuda a poeira.]

se houver quem ainda aqui passe, eu gostaria de esperar por vós no sábado!🙂

(clicar na foto para aumentar)

A Câmara Municipal de Lisboa e o Atelier de Lisboa convidam
para a Inauguração da exposição: PERCURSOS
Sábado, 25 de Outubro, 19h00-22h00
Galeria Av. Índia

Exposição: 26 Outubro a 15 Novembro 2014

Local: Galeria Av. Índia
Av. da Índia, 170, Lisboa

PERCURSOS
Exposição Final do Curso de Projecto1

Curadoria:
Bruno Pelletier Sequeira

Trabalhos de:
Anabela Brito Mendes, António Jorge, Diana Serpins,
DAR, Sandra Lourenço e Tânia Cadima

Horário:
Quarta a Domingo: 15h00-18h00
Sexta e Sábado até às 19h00
Encerra: 2ª e 3ª Feira

Organização:
Câmara Municipal de Lisboa
Atelier de Lisboa

Apoios:
Epson
Gamut

Atelier de Lisboa:
http://www.atelierdelisboa.pt/

molas para pendurar alegrias

molas para pendurar alegrias

 

à entrada da noite

à entrada da noite

a contracção da preposição em com o artigo definido masculino plural os, já foi Zon. coisa estranha!

… volto ao Jamor. oficialmente.

Estádio Municipal de Albergaria - 18.mai.2014 - 15:25

balneário – 18.mai.2014 – 15:25

foi uma bela tarde em Albergaria-a-Velha!!!

dia 7  de Junho voltarei ao Jamor.

Estádio Municipal de Albergaria - 04.mai.2014 - 15:17

Estádio Municipal de Albergaria – 11.mai.2014 – 15:17

domingo voltamos ao local do ‘crime’.

Clube Futebol Benfica - 13.mai.2014

Clube Futebol Benfica – 13.mai.2014

Estádio Municipal de Albergaria-a-Velha – 11.mai.2014 – 15:42

acho que de todas as vezes que fui a Albergaria-a-Velha jogar, nunca ganhei. ontem não foi excepção. domingo que vem iremos lá, novamente. e num jogo a eliminar – meia-final da Taça de Portugal. será que a vitória tem estado guardada estes anos todos… para acontecer neste jogo?

Paço de Arcos - 09.mai.2014 - 9,30

Paço de Arcos – 09.mai.2014 – 9,30

responder sistematicamente que não.

CFB - 30.abr.2014 - 22:24

Clube Futebol Benfica – 30.abr.2014 – 22:24

gerir um grupo de mulheres é uma coisa muito difícil e trabalhosa. há alturas em que me questiono se não deveria parar. ir para casa. mas eu nunca fui de “ir para casa”. metade da minha vida foi passada com noites em campos de futebol. se todos formos para casa, há uma série de actividades que desapareceriam. não faço isto para ser melhor do que ninguém. faço-o porque me faz sentido retribuir à sociedade um pouco daquilo que eu também já recebi, quando era jogadora. acredito mesmo nesta coisa da reciprocidade. acho que o mundo é um mundo melhor quando se dá.

… quando do gabinete da minha chefe me aparecem papéis com mês e tal de atraso e eu não consigo perceber porque razão é que ela fica lá com eles visto a casa de banho ter sempre papel.

Marginal 29.abr.2014

Asdrubal – 23.abr.2014

um dois baliza… ganha ganha… passa… estou estou… abre… sai… minha… calma calma está fechado… cuidado… tens apoio… abre abre… remata…

eu estou sentada, de portátil ao colo e olho pela janela e andam elas a treinar. estas são algumas das coisas que vou ouvindo. treino intenso, duríssimo, a fazer jus ao jogo que se aproxima.
não sei se saberia viver sem isto…

Curva dos Pinheiros – 23.abr.2014 – 9h45m

Oeiras Parque 18.abr.2014

Oeiras 16.abr.2014

Oeiras 16.abr.2014

Oeiras 16.abr.2014

Oeiras 16.abr.2014

Curva dos Pinheiros 16.abr.2014

paninhos quentes e caldinhos de galinha nunca fizeram mal a ninguém.
e um bocadinho de noção do ridículo, já agora também ajuda!

acho que perdi o jeito e a mão para o blog. o facto de não conseguir escrever de forma espontânea, como habitualmente fazia, pelo facto de não ter acesso ao blog como tinha, talvez seja um dos motivos.
ou talvez não. perde-se a mão, acho. caminha-se noutros sentidos. abrem-se outras formas de expressão. a fotografia tem-me tornado menos expansiva. é muito difícil ser-ser criativa em mais do que uma área, a não ser que se seja genial. e eu, de facto, estou longe dessa genialidade.
as palavras são cada vez mais raras em mim, mesmo noutros sítios onde costumo comunicar.
jamais conseguiria encerrar o blog ou afirmar, com certeza, que não voltaria a escrever. não faz nada o meu género. mas achei que devia uma palavra aqueles, poucos mas bons, que ainda aqui passam à procura de qualquer coisa.
estou bem. estou muito bem. finalmente muito bem. talvez por isso, também, não haja muito para dizer aqui. a não ser…

… a não ser, em linguagem completamente metafórica, que este blog está de novo muito envolvido e comprometido com este aqui.

até um dia destes, que me apeteça. que poderá ser já a seguir, amanhã ou depois.

a minha vida é em Vayorken. porque, como diz a Capicua, em Vayorken a gente diverte-se imenso!

ligo-lhe para lhe dar um beijo e saber como está. bem disposto, claro, mas a queixar-se que os ténis lhe estão a magoar os pés.
pergunta-me, a pedido da minha mãe, com quem jogamos no domingo. Albergaria, respondo. e ele, pela curiosidade dela: em casa? confirmo que sim. sabes a história de Albergaria-a-Velha? não vais contar uma história que a criança está a trabalhar! repreende-o rapidamente a minha mãe. ele, habituado a ela há 53 anos, faz uma pequena pausa a ver se eu digo alguma coisa e, de seguida, continua: antigamente havia muitas albergarias. naquela, houve uma velha que certa noite pediu abrigo e foi-lhe recusado. no dia seguinte encontraram a velha morta.
e com isto, deixando-me curiosa com os contornos reais da história, disse: obrigada, filha, por teres ligado. até logo. e o meu coração enche-se de felicidade imensa. gosto dele como não há explicação!

[a gente albergaria a velha se soubéssemos que não eram ladrões a baterem à porta]

não é de merecimento. nem sequer, como também já pensei, de investimento.
é de quem o agarra e não perde o discernimento perante o infortúnio. ou seja, de quem pega nas sobras do primeiro prato e faz um petisco que se saboreia num belo serão. sob a luz quente de velas que derretem para o chão, copos preenchidos com bebidas a gosto e amigos que souberam esperar.
e é meu, porque o mereço!

aberta.

é bom!

não me deixeis ser fotografada com uma quechua sem ser durante a prática desportiva. ou por cima do pijaminha, vá!

a moda de não cortar as folhas das palmeiras que vão ficando secas, é para que chegado o carnaval elas pareçam umas baianas de saias de palha?
olha que não é mal pensado, não senhor, não fora o lixo visual que aquilo faz.

diz o senso comum que a mesma água não passa sob a mesma ponte duas vezes. ao mesmo tempo que, num sítio onde já passou água, a probabilidade de voltar a passar é uma coisa que deve ser sempre tida em conta. e as excepções servem para confirmar a regra.
posto isto, agradeço à vida toda a experiência e sabedoria que me trouxe nestes últimos anos, mas agora vou ali ser feliz que me apetece muito!

Caxias  27fev2014

Caxias
27.fev.2014

hoje, talvez só hoje, não quero saber da infelicidade do mundo.
muito bom dia! estou feliz. a minha vida voltou a encontrar-se comigo. e eu estou aqui muito contente a gozar este primeiro momento.
amanhã voltarei a pensar nos outros. talvez.

#19 Clube Futebol Benfica - 03.jan.2014

#19
Clube Futebol Benfica – 03.jan.2014

ao fim de palmilhar trilhos e caminhos difíceis, finalmente percebi que a felicidade pode estar num simples e tranquilo chegar a casa.

… tirou-me o acesso ao blog, no trabalho.
mas eu estou tão bem disposta que nem me ralo nada!

To all the girls I once caressed
And may I say I’ve held the best
For helping me to grow
I owe a lot I know
To all the girls I’ve loved before

caminho no alto de um muro com a largura dos meus pés. um à frente do outro.

Lisboa - 11.fev.2014

Lisboa – 11.fev.2014

às vezes dou por mim a achar-me parecida com o cão de Pavlov.

as ofertas do dia dos namorados e as putas das fotos do canhão da nazaré!

mas não raras vezes acontece que, em se fechando uma porta, se abre outra janela. e a vida sorri.

Lisboa - 04.fev.2014

Lisboa – 04.fev.2014

espero mesmo que essa coisa seja de vidas passadas.
se for desta, estou bem lixada…

chego a casa perto da meia noite e meia. o ar ligeiramente fresco faz-me apressar o passo até à porta do prédio –
um gigante de sete andares, adormecido. nem um som se ouve, para além do elevador que chamo e as chaves que entram na fechadura.
em monsanto, por detrás das nuvens a lua estava cortada ao meio. nunca tinha reparado nela assim: maravilhosa metade de lua.
horas antes, numa qualquer rua da cidade, o meu professor de projecto elogiou-me o trabalho. eu, cheia de vontade de conseguir agradecer-lhe condignamente e exprimir o que me ia na alma, sorri. olhei-o nos olhos, com a maior felicidade que consegui transmitir, e agradeci. depois, fui à casa de banho e saltei de alegria – como quando estou no banco dos suplentes e a minha equipa faz golo e eu salto desvairada a festejar. sou tão ridícula!

[esta madrugada, às 3:39, terá a Lua completado o ciclo de quarto crescente. partiremos, então para a lua cheia.
tenho tantas saudades do peito pleno de felicidade…]

há uma fase do deixar que aconteça e outra do fazer acontecer.
pergunto eu:

e como raio é que uma pessoa sabe em qual delas se deve posicionar?

#13 Clube Futebol Benfica - 09.nov.2013

#13
Clube Futebol Benfica – 09.nov.2013

depois não sei o que me aconteceu…

Lisboa - algures no tempo

Lisboa – algures no tempo

(*) interrogar-se

altura em que me vou deitar numa marquesa, fechar os olhos e desfrutar de uma bela massagem…

[fazemos aos outros aquilo que gostaríamos que nos fizessem? fico aqui a pensar porque raio tenho esta tendência para cuidar dos outros…]

Alcochete - 01.fev.2014

Alcochete – 01.fev.2014

… passou-se Janeiro.

não sei se é característica da idade, se é por ter imenso tempo pós-laboral ocupado, se será por outra razão cósmica qualquer.
o tempo voa. o dinheiro, também, mas é mais fácil de gerir isso. ainda não me faltou para as necessidades básicas. e é para isso que ele serve – para me suprimir as necessidades básicas. no resto, vale muito mais uma boa cabeça para nos reinventarmos, do que muito dinheiro para gastar.
mas o tempo… o tempo é que me preocupa. porque receio estar a distrair-me e não o valorizar suficientemente.

isso e o filho da puta do estore da varanda que se partiu e criou uma barreira de um metro e tal entre mim e máquina de lavar roupa!!

belo fim de semana que eu tive. até o tempo veio em sintonia.
um sábado dedicado à fotografia e ao social. domingo ao futebol. e a minha equipa a ganhar, a golear e a jogar maravilhas!

[obrigada, M., pela visita. e por tudo.]

muita fotografia e futebol, intervalados com amigas e assim.
o que eu precisava era de dormir, mas não se pode ter tudo na vida.

#7 Clube Futebol Benfica - 04.nov.2013

#7
Clube Futebol Benfica – 04.nov.2013

Tomar 28.dez.2013

Tomar 28.dez.2013

… eram umas bolachinhas mergulhadas em chá preto e comidas à colher. quase desfeitas. ou uma parte quase desfeita, outra mais dura. e deixá-la desfazer-se entre a língua e o céu da boca.

quem é que redigirá os comentários que vão para o spam?
é que são cá de uma criatividade, que eu leio-os todos!

correio

meiavolta(at)gmail(dot)com

fotografias

todas as fotografias aqui reproduzidas são da autoria de ©Anabela Mendes, excepto se forem identificadas.

acordo ortográfico

não sei como se faz e nem quero saber!

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