muitas vezes quando se diz que não se consegue viver sem a outra pessoa (e nestes casos referimo-nos à pessoa com quem partilhamos vida e afecto), estamo-nos a referir à perda que vamos ter pela partilha de uma série de coisas e procedimentos, muito mais do que a perda do afecto.
viver em conjunto é o sítio onde o afecto é sentido de forma menos pura, porque a habituação de uma série de coisas feitas pelo outro, ou para o outro, torna mais difícil de se perceber o que nos faz estar com a pessoa: se o amor, se a necessidade de ter um conjunto de coisas que nos fazem sentir bem.
diga-se que qualquer uma delas é legítima. não convém, de todo, é confundir a razão por que se está. só para que, no caso de separação, seja mais fácil a resolução da perda.

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