ontem quando cheguei a casa, já hoje, a lua estava ao fundo da minha rua.
imponente, atirava-me com a sua luz por detrás de um floco de nuvens que a queriam esconder.
caía já para o seu descanso, por isso se apresentava tão próxima.
quase tirei as mão do volante, na tentativa de lhe tocar.

finalmente, ao fim de uma jornada de luta e bastante sofrimento, encontro-me em paz.
feliz. preenchida. com tudo dentro de mim nos sítios certos.
e a segurança do risco.
novamente.

§ olho o teu rosto suave e comove-me o teu sorriso quando se revela frágil. no fundo do teu olhar encontro ribeiros onde nadam peixinhos inocentes. vou pegar-te na mão e atravessar esta vida contigo, porque assim o decidi e me faz sentido. agora que atravesso estes dias quentes da minha meia idade, ter medo é uma coisa que já não combina comigo. uma coisa, somente uma coisa, me motiva: ser feliz. e que o meu sorriso seja aberto, tão aberto como o meu olhar quando procuro a beleza do quotidiano.

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