nos meus tempos da escola primária (1969/73), para além de servir para a professora escrever as coisas que tínhamos de copiar, ou exercícios que iamos resolver, a serventia mais absurda do velho quadro de giz era ter apontados os nomes de quem se portava mal, quando a professora se ausentava da sala. havia o velho hábito chibo de deixar um dos alunos a tomar conta dos outros, e a apontar o nome dos restantes. para se ter o nome no quadro bastava olhar para o lado. à frente do nome umas cruzes, tantas quantas as que fossemos apanhados em infracção. cada cruz traduzia-se numa reguada. eu, que nunca apanhei por ter más qualificações, era invariavelmente a primeira nestas circuntâncias da chibice.
ainda assim, guardo as melhores recordações daquele tempo. fui profundamente feliz. profundamente, mesmo!

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