podia muito bem ter sido feito ao som de “Dark Side of The Moon”, o caminho ao longo da marginal, mas não – foi outra coisa qualquer.
há qualquer coisa de fascinante no amanhecer com nevoeiro. por detrás dos silos da Trafaria,o sol tentava romper através das nuvens. do leito do rio, levantava-se, indolente, o nevoeiro que tinha contido a maresia durante a noite – suponho que seja para isso que serve o nevoeiro sobre a água salgada. para mim bastava que lá estivesse, mas dizem que todas as coisas têm o seu propósito. no limite, interpelarem-nos. e, digo-vos, já não é coisa assim tão pouca.

[gosto daquela sensação de sentir o óleo quente a tocar-me a pele e logo de seguida as mãos da Madalena percorrerem-me as costas, do fundo até ao pescoço. começar a manhã com uma massagem de uma hora e um quarto é f.a.b.u.l.o.s.o.]

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