estou cheia de vontade que eles venham. de repente, deu-me uma saudade imensa dos meus pais. tê-los fora do seu ambiente, que é quando estão mais descontraídos e se deixam levar para todo o lado. não consigo, verdadeiramente, sentir essa coisa do natal. eu acho sempre que tenho de sentir tudo de forma exacerbada, como se fosse algo de extraordinário. e, por isso, como não me disponibilizo a ir de encontro às coisas, fico sempre naquele meio caminho, entre o não sentir e o sentir. que não é carne, nem é peixe, é assim a modos que uma coisa construída em laboratório, sem sabor que se retenha.
mas, o facto de me reunir com os meus pais, traz uma sensação boa. se é de natal, se de carnaval, não interessa nada. e tenho um propósito, que desejo muito conseguir pô-lo em prática. quero estar o mais tranquila possível e não me irritar por ter o meu tempo e o meu espaço invadidos. e desfrutar da sua companhia.

[e agradecer a Deus, sim aqui já começo a crer, por eles estarem tão bem. por serem autónomos, terem projectos e serem profundamente descontraídos, descomplicados e muitíssimo bem dispostos – yah, é só virtudes! os traumas eu resolvo com a minha Rute.]

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