… ou então andei demasiado distraída, anteriormente.

temo que esta tristeza jamais me abandone. é como uma camada fina de nevoeiro, tão fina que só se dá por ela quando pegamos numa câmara fotográfica e percebemos que, entre nós e a luz, existe um filtro.
não tenho certezas, mas ando a pensar que, talvez depois de um grande desgosto, haja qualquer coisa que fique a faltar. uma mola que se partiu e não deixa saltar a alegria espontânea. um cruise control qualquer da felicidade que teimosamente não passa dos 50. quem é que tem adrenalina a 50? ninguém!
tal como as baterias, que se não forem completamente descarregadas ficam com memória que vai ocupar espaço de carga, há um espaço algures no nosso coração que fica com a memória do desgosto. lixo entranhado que se agarra e não nos larga. quase imperceptível, mas quase a roçar a omnipresença.

(isso, ou a puta da menopausa que me está a baralhar as hormonas todas.)

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