com uma constipação desgraçada desde terça-feira, abrigo-me em casa dos pais e não faço outra coisa que não seja dormir, comer, ver televisão, ler, e vira o disco e toca o mesmo.
com muito tempo entre mãos, como costuma dizer a minha mãe, naturalmente que os pensamentos cavalgam em animais selvagens e indomáveis.
constato que esta é uma quadra muito propícia a equívocos. deixamo-nos amaciar e acreditamos. acreditamos em felicidades reeditadas, em amores renovados, em entendimentos milagrosos. e ficamos felizes. não sei por quanto tempo. mas há aquele momento de felicidade, de brilho no olhar, como se de crianças nos tratássemos, a receber o presente mais desejado.
eu por aqui vou ficando até ao final de semana. a afugentar a constipação. já não sou grande crente no pai natal. mas acredito que o meu tempo estará algures aí à frente, no futuro. até lá, vou soltando uns espirros, esfregando os pés que fiquem frios e acorro a limpar o pingo que se solta célere do nariz.

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