ligo-lhe para lhe dar um beijo e saber como está. bem disposto, claro, mas a queixar-se que os ténis lhe estão a magoar os pés.
pergunta-me, a pedido da minha mãe, com quem jogamos no domingo. Albergaria, respondo. e ele, pela curiosidade dela: em casa? confirmo que sim. sabes a história de Albergaria-a-Velha? não vais contar uma história que a criança está a trabalhar! repreende-o rapidamente a minha mãe. ele, habituado a ela há 53 anos, faz uma pequena pausa a ver se eu digo alguma coisa e, de seguida, continua: antigamente havia muitas albergarias. naquela, houve uma velha que certa noite pediu abrigo e foi-lhe recusado. no dia seguinte encontraram a velha morta.
e com isto, deixando-me curiosa com os contornos reais da história, disse: obrigada, filha, por teres ligado. até logo. e o meu coração enche-se de felicidade imensa. gosto dele como não há explicação!

[a gente albergaria a velha se soubéssemos que não eram ladrões a baterem à porta]

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