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Homem fofoqueiro – Rei Hélder

“nunca te vi-lhe com uma dama, dizes sempre que ela está na tuga”

[por mais que chova, por mais que faça sol, por muito que esperneiem, por muito que não entendam, por muito tudo e tudo e tudo… eu sou da banda, sim, e o que eu quero é voltar aí!]

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as sereias revisitando as raizes

nascer do 2010 na Baía Azul

puto brincando com arco na Catumbela.
(eu recuei trinta e tal anos e revi-me nas ruas do, hoje, Menongue)

o rio Cuporolo

o jacaré no Cuporolo

embondeiro grandioso no Chongoroi

final de dia no Chongoroi


[Baía Azul – 01.01.2010 – 06:04am]

cumprimentando o mar, antes do primeiro sono do ano.

 

[Baía Azul – Benguela – Dez/09]

crianças desfrutando da praia. eu fotografando. a vida a passar lenta e quente.

[Baía Azul – Benguela – Angola]

… seria excelente!

(…) Caçávamos pássaros com chifutas de borracha (…)
O Planalto e a Estepe – Pepetela – pág. 13

ainda me lembro a alegria que senti, quando o meu pai me fez a primeira chifuta! eu não tinha jeito nenhum para manejar a coisa, muito menos para acertar no alvo, mas era giro.

chifuta = fisga

cambas, foi tudo mais do que estava à espera!
e a sensação, de que poderemos repetir na paisagem acima, é excelente!
‘tamos juntos!

está alguém na banda a ligar-me e não me fala!!
(cheira-me que é o sobrinho da maria a brincar com o telefone da mãe… ou não!)

o meu primo sai mais logo daqui com temperaturas negativas, e aterra sete horas e tal após, mesmo a tempo de ir para a ilha mergulhar no calor de luanda!!
não me  parece nada justo!
(só de imaginar o bafo que se leva na cara, tipo chapada mesmo, quando se sai do avião, até fico toda roída, carago!)

a banda faz hoje 33 anos de independência.
com muitas mortes antes e após a data [11 novembro de 1975], o processo da independência foi tudo menos transparente e justo. menos justo para um povo que merecia mais do que lhe foi proporcionado naqueles terríveis anos, e que continua ainda hoje a sofrer as consequências daquela coisa maquiavélica que se chama poder.
no entanto, naquilo que vou lendo e ouvindo, há uma esperança de que a mudança esteja enfim a concretizar-se.
porque, apesar de ser portuguesa e já levar mais anos de portugal do que de angola, aquela é a minha terra do coração. assim será até morrer, que há coisas que não se explicam – sentem-se! – e não mudam, acredito. para mais, agora que finalmente posso dizer que tenho lá família. aquela que me é transmitida pela relação que tenho com a maria, e da qual gosto muito.
estamos juntos!

fiéis, sempre a bater! ’tá-se!
[cliquem no play e deixem-se levar!]

bem fixe, para entreter enquanto espero que o homem da vulcano acabe de arranjar o coiso da água quente.
na semana passada a água era tépida, ontem e hoje foi fria, mesmo! porra! ía morrendo! o mesmo não deve fazer o tipo que está ali na cozinha a arranjar a cena – cheira mal como tudo; já na semana passada cheirava.

(foto daqui)

terra vermelha – uma coisa que vem logo à ideia, sempre que se fala de áfrica.
andava a dar umas voltas pela galeria do site da angop, e deparei-me com esta.
e fiquei cheia de saudades de a ver, de sentir aquele cheiro quente que só áfrica tem.
claro, a minha áfrica é angola, nem há outra hipótese.
e por muitos anos que viva longe dela, nunca por nenhuma outra terra terei esta ligação umbilical. há coisas que só mesmo o coração explica.

 

(hora da sesta na estação dos combóios – benguela)

gosto de todas as visitas que me fazem. ter um blog público é uma forma de dizermos estamos aqui e queremos interagir. sem pressões, com delicadeza, mas estamos aqui.
nem sempre dou o mais devida das atenções a quem por aqui pára, mas é mais feitio que defeito.
às vezes dou por mim a ser um bocado arisca, coisa que quem aqui passa já se apercebeu há muito.
mas gosto que aqui passem, claro que sim, e que comentem quando vos apetece.
mas admito, admito mesmo, que quando vou ao sitemeter e vejo que houve entradas de angola, o meu coração fica mais quentinho. coisas da vida, é o que é! e o apelo que só quem já esteve em áfrica sabe o que é!

estão aqui umas patrícias a falarem na mesa ao lado, que me deixam deliciada!
eh pá, o quanto eu gosto daquele sotaque!!! umas semaninha na banda e era um instantinho enquanto ele se colava a mim!

à conta de umas makas malaicas, aqui estou eu de novo no aeroporto. desta é que acho que o kota embarca!
por ora tudo tranquilo com a mãe – o pior vai ser daqui a pouco!!!
(e eu sem poder fumar um cigarro! – sim, que eu sou tão corajosa e independente para umas coisas, e não fumo à frente dos pais! sou mesmo cócó!)

é o nome que se deve dar à vontade [transcendente, quase arrisco a dizer] que o meu pai tem em ir para angola.
seja! será. hoje à noite, às 23:15. banda aí vai ele!

o que eu procurei isto!!!

no bairro só falam dela
na esquina só falam dela
no beco só falam dela
e eu só vivo por ela!

ponham som alto, sff!

ainda falta bué, mas a ideia de ir à banda nos feriados de junho do próximo ano, para festa de arromba… até ferve!!!

baa azul em final de tarde

que me dizem?

grande angola, na CAN!

ontem, tivémos a jantar lá em casa família de angola. eu sou pior que uma esponja a absorver sotaques e tiques de linguagem.
hoje, em conversa com uma amiga, a contar-lhe que o pai me está a arranjar a banheira para trazer cá para baixo, ela perguntou se eu já a tinha trazido e eu respondi “ainda!”.
lindo!


baía azul

morro da lua

dombe grande

assim, de repente, deu-me cá umas saudades da banda

o que faz falta a muita gente é ter assim quilómetros a perder de vista!
isso e alguma inteligência, também.
dava jeito.

equilibrio320x223.jpg

 conseguíssemos, todas nós, carregar os nossos fardos com tanta elegância…

bng-mar06-125.jpg

final de tarde na praia morena.
a fazer horas para a festa das mulheres, no dia internacional das mulheres.
tranquilamente, como se pode observar.

woody & allen, just for you!

candengues na caota

baá azul
(baía azul – benguela – angola)

hoje apetecia-me ter acordado aqui.
descer à praia ainda com todos a dormir.
e ficar a contemplar a água e o silêncio.

agora luanda

Agora Luanda
de Inês Gonçalves e Kiluanje Liberdade
com textos de José Eduardo Agualusa e Delfim Sardo

na sequência do documentário “Oxalá cresçam pitangas”.
uma breve apresentação aqui.

não quero. já tenho 🙂
oferta da minha querida morena (whoelse?)

acabei de encontrar este blog e estou desejosa de o ler todo!
é como se lá estivesse.

às vezes (des)organizo-me em palavras

estamos juntos, sim!

confraternizando
Porto Amboim – Angola

é o título do documentário exibido ontem na rtp2, realizado por Kiluanje Liberdade e Ondjaki.

este documentário fez parte da selecção do Doclisboa e era apresentado assim:
Um filme em Angola, sobre Luanda. Angola, 30 anos de Independência, três anos de paz. Capital, Luanda. Cidade construída para 600.000 habitantes. Actualmente com quatro milhões. Cruzamento de várias realidades e gente de todas as províncias. Elo de ligação com o resto do mundo. A vida desta cidade são as pessoas. Que pessoas? Através de 10 personagens, mostram-se formas diferentes de viver e interpretar a cidade.

eu fiquei maravilhada a ver. sou branquelas da silva, só lá vivi até aos doze anos, mas aquilo diz-me tanto. e a irmã Domingas? fantástica, essa missionária que tem um papel tão importante junto da população de um bairro que terá certamente dimensões de cidade, ao qual chama Estalagem e fica perto de Viana.
há uma coisa que me fascina nos angolanos – a sua extrema boa educação. ontem, no documentário, a irmã Domingas estava com uma adolescente, que toma conta do irmão bébé durante o dia. a conversa é feita dentro de uma sala de aulas. quando termina, a irmã diz que ela pode retirar-se e a miúda responde “dá licença”. uma miúda de um bairro quase de lata, não de lata mas de blocos, que fica sózinha o dia todo na companhia de outras crianças, enquanto os pais vão trabalhar. por cá também é assim… eles pedem licença, agradecem, etc, etc. quando se diz que os pais não têm tempo para educar os filhos…

do Ondjaki é o livro que ando a ler “Quantas madrugadas tem a noite”.

cubatas na Foz do Cuporolo

talvez esteja aqui escondida

festa do Dia da Mulher em Benguela

* da música Ser Mulher de Lurdes Van-Dúnem

há um ano estava num festa magnífica, com estas senhoras e outras tantas, a cantar e tornar a cantar o Ser Mulher. irrepetível!

Dombe Grande

correio

meiavolta(at)gmail(dot)com

fotografias

todas as fotografias aqui reproduzidas são da autoria de ©Anabela Mendes, excepto se forem identificadas.

acordo ortográfico

não sei como se faz e nem quero saber!

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