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os posts sobre a relação perfeita eram só para forçar um post aqui (façamos de conta, pode ser que ela acredite e escreva).
hoje de manhã, dizia ela: “vamos ver… se tiver tempo. tempo interior, que o tempo é todo interior.”
e eu, com cara meio à banda disse “ah…” e fiquei sem perceber nada.
o truque da maria é esse – diz-me estas coisas difíceis, e eu fico a remoer nelas, fascinada, e o tempo vai passando e eu continuo assim presa.
eu não disse que era simples?

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agora já sem ponto de interrogação, antes sim uma afirmação convictamente assumida.
eu vivo uma. e esta certeza não tem nada de leviano (já não tenho idade para perder tempo com leviandades). é fruto de um acumular de experiências, de encontros e desencontros, e principalmente de uma atenção redobrada a tudo o que fui vivendo, de modo a estar preparada para isto me acontecer.
não sei se há um tempo certo, ou seja, se temos de viver mais ou menos, termos mais relações ou menos relações – tenho para mim que o contacto com a diversidade e sua consequente vivência, nos dota de maiores ferramentas, mas isto sou eu.
sei que quando me deparei com o início da relação que vivo, senti que era aquilo que eu esperava, e para o qual me tinha preparado.
e a relação é perfeita porque é, todos os dias, viva. porque sendo vivida por duas pessoas extremamente diferentes, essas diferenças só servem para estimular e nunca para afastar. as discussões, quando são fúteis caem logo por terra, e quando são profundas fazem-nos evoluir.
e porque é que digo que tenho a relação perfeita – porque nunca tive nenhum dia em que me apetecesse virar as costas e procurar outra vida. o que significa que eu me sinto bem, com as minhas necessidades preenchidas e nada sufocada.
o truque está em perceber o que queremos para nós (e, na maioria das vezes, as pessoas não conseguem sequer identificar isto), e procurar (ou esperar que nos encontrem) alguém que nos seja suitable (não consigo encontrar melhor explicação).
e depois, ter muito respeito por nós, e a seguir pelo outro. e o respeito de que falo não tem a ver só com o tratamento, antes sim, com o aceitar a individualidade de cada um, e não procurar que o outro seja um espelho de nós.
por fim, desvalorizar aquelas merdinhas que moem, moem e um dia fazem-nos desesperar e mandar dois berros e dizer coisas que depois… enfim, vocês sabem – a pasta de dentes estar para baixo ou para cima, o casaco que está há bué em cima do quarto ao lado, a toalha que não se estende para secar, etc, etc.
não sei se isto soa a demasiado simples. ou simplório, talvez. que seja.
não soará, certamente, a receita. porque essa não existe, na medida em que somos todos tão diferentes, que o que me satisfaz não fará as delícias dos outros.
houve um tempo em que costumava dizer que não sabia o que queria, mas sabia bem o que não queria. esse tempo já passou. hoje sei muito bem o que quero! e olhem que se eu consegui isto, qualquer um consegue. é uma questão de investimento.

lembrei-me agora: e podemos renovar os votos aqui?

dizia-me ela há pouco “o que se passa que não escreves?”, sendo que rematou logo de seguida “bem… é preciso ter alguma lata para te dizer isto…”. sim querida, é preciso, mais do que uma lata, um contentor! para quem não escreve desde outubro…

olha, se calhar 2008 é mesmo o ano de virarmos tudo do avesso.
anda lá virar a terra. já viste como eles se dão, na mesma, em terrenos aparentemente áridos?
se calhar é o que me falta. falta-me esse golpe, esse desafio, para sentir que tudo cresceu.
não há que temer. se tiver que ser, vamos em frente.
criar amores-perfeitos em terrenos difíceis.
apostas em como conseguimos?

amores-perfeitosx.jpg

Bifinha, querida, olha os dentinhos do teu filhinho aqui cravados no enfeite da árvore de natal, que ele entendeu que eram bolachas verdadeiras, apesar da minha insistência em dizer-lhe que não, lembras-te?, vocês as duas de palheta na cozinha e eu a tomar conta da fera, ao ponto da árvore tombar, porque ele insistiu em querer tirar um trenó que lá estava pendurado, e eu não, não tires, que isso caaaiiiiiii… pum! caiu!
feliz ano novo! até quinta ao telefone e sábado ao vivo!

as minhas amigas não me azucrinam os ouvidos, por isso é que elas são minhas amigas.

* estás satisfeita, filha?

– amor, fazes sopa, para eu não estragar as minhas unhas?

(o verniz não está desta cor – este era do verão)

[gosto quando as ideias que discutimos, e com as quais eu não concordo na altura, me ficam a fazer cócegas na cabeça – assim, ao de leve]

saúde, amor, família e amigos.

lá lá lá lá!

no sábado à tarde, passei ao lado de um lugar ao qual preciso de voltar. tenho de o fazer, para me reconciliar com oito anos da minha vida. durante os quais, ali vivi alegrias, tristezas, angústias, relações humanas fortíssimas, ainda que a maioria não tenha sobrevivido de forma eficaz à separação – mas, não é por isso que deixam de ter a importância do momento. foram, na altura, um imenso sustento para aquilo que sou hoje, para o que sei das pessoas, para o que sei da pressão, para o que sei da liderança, para o que sei da fragilidade. minha e delas – do universo de pessoas a que tive acesso, e que é um bem inestimável!
quero poder sentir que me vai ser confortável lá voltar. ainda que lá não volte. mas, pelo menos, não será pelo receio do que o meu coração vai sentir.

não falo de qualquer coisa. falo da relação de amor mais longa e mais fiel que já tive.

oh baby, ‘m tem vontadi di bô

sim, baby, estive a ouvir o philipe monteiro com a vivianne ndour.

assim, de repente (o que significa não pensar muito), estou mais gorda! 🙂 – nessa altura era uma magrelas sem piada nenhuma. não quer dizer que ache grande piada ao facto de estar mais gorda, não acho, mas fisicamente tenho uns atributos mais relevantes: cu e mamas. convenhamos que dão sempre jeito, não vá isto ficar realmente bera e precisar de fazer umas acrobacias no varão.
estou menos filhinha e mais filha – e o que isso me custou, deuses! tive de me parir e asseguro-vos que não é nada fácil.
sou mais exigente nas minhas relações de amizade.
conheci, finalmente, o comprometimento. investi imenso na aprendizagem da partilha diária. centrei-me no que é essencial, e releguei o acessório para uma zona que serve para me rir de mim e comigo.
alterei as minhas rotinas diárias e semanais. tive de aprender a lidar com a ausência de pressão, o que foi uma das coisas mais difíceis de conseguir.
e, acima de tudo, ao fim de quatro anos sou uma mulher mais feliz e mais completa do que era.

faz hoje quatro anos, comecei esta aventura que se chama mEiA vOlTa e… aqui.

sendo certo que são as semelhanças que, inicialmente, nos aproximam, são as diferenças que, ao longo do tempo, mantêm as relações vivas e em crescendo. porque nos obrigam a evoluir, a questionarmo-nos. e questionarmo-nos é um exercício muito difícil, do qual fugimos bastas vezes na nossa vida. mas que é fundamental para o nosso crescimento. e o crescimento é algo do qual não devemos abdicar, até ao último minutinho, até ao último suspiro.

[tenho a relação perfeita – e céus! o quanto (me) trabalhei para isso!] 

a sensação de se viver um grande amor é uma coisa tão boa, mas tão boa, que… que! 

(a maria acabou de me ligar a dizer “meu deus, como é que nós aguentámos o dia todo sem nos falarmos?”)

[deito a cabeça] no teu ombro
procuro [sossegar e adormecer]

quando é que assomas à janela?

– olá gorda.
– olá magra.
– estás boa?
– não! estou zangada com a Maria!!!
– o que é que tu fizeste, hem?

a vantagem de ir conhecendo muita gente, é que me confirma que algo de mágico aconteceu naquele dia de maio. e que tu és mesmo muito especial.

papoilas-so.jpg

miudax.jpg

dava-te cá uma dentada…!

hate-heart.jpg

a minha maria saiu de casa tão bonita…

got a black(**) magic woman!

* desculpa lá ó santana!
(**) é mais caramelo, mas pronto…

ruabaa.jpg

cheia de janelas diferentes

[gargalhada muda, porque isto aqui não está para brincadeiras e ainda me internam!]

olhando para trás (é incrível mas o que é bom passa-se nas minhas costas, e à frente só tenho tipas feias, que fazem barulho com os saltos e com vozes horrorosas que se exprimem no máximo dos decibéis permitidos pelo bom senso e pela educação), observo que a 2ª circular está a circular muito bem.
ó prima, tu podes copiar tudo!! até o estilo (passe a presunção), que mais não é que o resultado de todas as vivências, e de todas as pessoas do meu universo. e tu, como bem saberás, és uma das mais especiais!

oh miúda, não tarda aquele blog precisa de um tratamento intensivo de pankreoflat!
e nós também, que tanta água mineral rebenta com qualquer um!!
ah, e para além disso não te esqueças que a prima é doida varrida! nunca se sabe do que ela pode ser capaz!
vá lá…

preciso urgentemente de emagrecer.
sempre que a maria fica doente, é certinho que perco logo uns quilitos.
vai daí, que a morena resolveu fazer-me a vontade!
é tão querida!

(já experimentaram ir à farmácia do oeiras parque durante a noite? tipo duas da manhã? sem vivalma na rua? enfim, é a modos assim que uma experiência interessante… tipo, apre*, que este caminho nunca mais acaba e consigo chegar ao carro!!!)
(* não é tão realista como um bom palavrão, mas eu tenho de deixar de dizer palavrões! e de escrever, também!)

piteeeeeeeeeeca!
tenho saudades tuas! vamos combinar qualquer coisa!

miúda, estás a ver aquele chá solúvel instantâneo, da cem por cento, de soja e menta, coiso e tal pica pau?
acabou!

de caramelo!

* a minha maria fá-la tão bem!

grande parte das minhas amigas [e menos amigas também] são da opinião de que eu estou muito diferente – mais tranquila, mais tolerante, menos refilona. e quando fazem essa análise, reportam sempre para os três anos e picos que eu estou com a maria.
é tudo verdade. não contesto uma vírgula. é demasiado importante o seu papel na minha vida. sei-o melhor do que ninguém. sinto-o. e dou-lhe alimento.
mas eu, que fiz este caminho por dentro, sei muito bem, e mal seria se não tivesse disso consciência [teria andado a desperdiçar tempo e dinheiro], que a grande razão para isso se chama terapia.
o facto de estar com a maria, ajudou a materializar a coisa – pelo que de mim exige.

entretanto, como a inspiração está tão fraca, entretive-me a mudar a foto do cabeçalho – quando tirei aquela fotografia, estávamos tão no início, minha querida!

4 – quatro anos de Assumidamente é mais do que motivo para festejar!!!

pela diversidade dos temas, pelo quão bem ele é escrito, e pelas qualidades superiores e inquestionáveis (aqui não há direito a discussão, que eu sou muito ciosa dos meus gostares e quem não tiver a mesma opinião, por favor, mantenha-se em silêncio) da minha querida prima Mente.
obrigada, prima, pelas coisas todas que me ensinas a ver e, principalmente, a rever.

a minha mãe nunca foi uma pessoa com muito sentido de humor – era demasiado pragmática e racional para se dar ao luxo de querer entender o alcance das coisas.
há uns tempos que venho observando que isso tem mudado. e ontem, ao telefone, ao contar-me que a minha tia lhe tinha perguntado como é que ela ía festejar o seu aniversário, dizia-me a resposta que lhe deu com uma voz alegre e ao mesmo tempo trocista “olha, sei lá, estou a pensar em ir a madrid almoçar… e depois, viajar por aí!”. a frase não tem nada de extraordinário, excepto o facto de ser de um humor extremamente irónico, nada habitual nela. e deliciou-me, confesso!

hoje faz anos. 76. e ao telefone, ao dar-lhe os parabéns, senti-me tão bem com ela. reconciliada. voltei a sentir-lhe uma amor ternurento e tolerante. voltei a gostar dela sem agitação. sem questões. de novo próxima, após o afastamento que precisava para resolver o que ela me tinha dado, e transformá-lo no melhor para mim.
e isso é tão bom, mas tão bom, que me sinto tranquila e em harmonia.

* e não é o avante o diário! **

ela demora bué de tempo a arranjar-se. veste uma roupa, troca e destroca e muda, e tal, e tal, e tal, mas, e há que enfatizar o mas, sai de casa tão bonita, mas tão bonita, que não há preguiça que resista à vontade de a ver, de olhos bem abertos, todas as manhãs!

** correcção (muito bem) feita pela sem-se-ver

como se fosse hoje. ainda sinto como se fosse hoje.
a primeira vez que me pegaste, e navegámos juntas no teu mar.

logo tu, que nem gostas de andar de barco.

barco amarelo

hoje, o tempo que eu demorei entre o levantar e o chegar ao emprego, foi o mesmo que a Maria demorou só para sair de casa.

bem… talvez seja honesto dizer, que ela saíu esplendorosa!

me and God

prima, sou eu e tu!

quando saí da casa de banho, já ela estava vestida.
no espaço de dez minutos, entre o vestir-me e ir à cozinha beber o leite, vi-a com três roupas diferentes! e a falar sózinha…
abeirei-me dela, devagarinho que aquele momento é sempre crítico, e disse-lhe
“toma lá um beijo que eu vou andando.”
“oh, não vás. espera. deixa-me só ver se este cinto fica bem. e saio já contigo… (pausa de segundos) a não ser que resolva mudar de roupa outra vez.”
e eu respondi-lhe de imediato “se mudas de roupa outra vez, interno-te!”

(já estávamos na porta do elevador, e afinal ainda faltava um anel! eu sou duma paciência…)

BUÉ DA FESTAS!

as festas de aniversário da Maria;
(moamba, funje, feijão com óleo de palma – baita bom!!!)
o nosso 3º aniversário;
a festa da taça de portugal;
bué de família e gente amiga e querida;
criançada a correr pela casa aos gritos;
e nós muito FELIZES!

imaginas as viagens que já fiz contigo?

o quanto observei, aprendi e absorvi? do quanto te dei conta, quando passeias comigo junto ao meu coração?
todos os dias te trago. e mostro-te as flores do campo. e abro-te o vidro para cheirares a primavera. e me encolho, quando no furor do trânsito me saem expressões desagradáveis.
converso contigo a toda a hora. tenho um canal aberto só para ti – que me relembra, todos os dias, da necessidade de cuidar e mimar quem se ama. e respeitar.

há três anos estava a dois degraus de te conhecer. a um, de ouvir a tua voz pela primeira vez. a dizer-me hoje não é dia de nos conhecermos. é só dia de falarmos ao telefone. jamais imaginei que isso pudesse ser dito. e, maravilhada, acatei. pela simplicidade.

(estou com tantas saudades tuas.)

recebido por sms:
“olá great tudo bem? olha, há alguma coisa que a tua mari queira?”

há, querida! taças de vidro. pratos de vidro. de todas as formas e feitios. para bolos, para doce, para salada, para nada. sempre, sempre, sempre!
um dia destes vamos começar a dormir no carro, para termos mais uma divisão na casa, mas não há-de ser nada.

(estou a ser injusta! eu também gosto)

[com licença, que hoje é dia de muita festa!]

muitos parabéns!

MUITOS PARABÉNS minha querida Maria!
(aquelas coisas lindas digo-tas ao ouvido, que aqui tenho vergonha!)

eu a preparar-me para lavar os dentes e entra a minha morena quarto adentro, pijama largueirão quase a cair, tigela de cereais na mão e a roupa para vestir no braço esquerdo (hoje é dia da senhora da limpeza, não dá muito jeito andarmos descascadas pela casa), com ar muito preocupado [e eu olho para ela e penso na sorte imensa que é tê-la e ouvir as suas preocupações logo pela manhã, preocupações imensas como a seguir irão constatar, e fico toda derretida], e diz-me “não sei o que hei-de calçar”. que desgraça, realmente, se apoderou daquela casa!! ela não sabia o que calçar! e eu a pensar, deuses dai-me inspiração, talento, um golpe de asa, whatever, para poder ajudar a minha morena!, quando ela me esclarece “ainda ontem fiquei furiosa comigo, porque não conseguia arranjar lugar para guardar o calçado todo, e agora estou com este dilema! mas falta-me um calçado específico…” e eu pensei, aqui está a oportunidade que eu pedi ainda há pouco aos deuses, e pergunto-lhe “e sabes qual é?”, pensando que mais logo comprava-se o tal do coiso específico, ao que ela me responde com um ar desconsolado “não!”.
é lindo o amor em portugal!

hoje o programa antena aberta (tipo fórum, na antena 1) tinha como tema, qualquer coisa como, de que forma a internet tinha mudado a vida das pessoas.
pois bem…

internet → blog → maria

o resto é conversa!

oh prima, sabes, no outro fim de semana há festa.
tipo… podias cá vir.

” (…) Na verdade, não são coincidências assim tão fantásticas! Milhares de pessoas partilham características semelhantes… Mas, se calhar, esses milhares nunca terão oportunidade de se cruzarem! (…)”

passados quase três anos, continuo a sentir-me maravilhada pela forma simples, mas profunda, como nos conhecemos, como nos entregámos, como confiámos.
não há fórmula. há intuição e confiança. e respeito.
o resto, é o dia a dia a fazer-se por si.
e eu sou imensamente FELIZ! assim mesmo: com letras maiúsculas.

não sei se já referi o quanto gosto do mês de maio. e de que forma, com ele, chegou a felicidade plena à minha vida.
mas, à semelhança dos católicos, para mim, maio é mesmo mês de Maria!

… have got no rhythm – canta pr’ali na rádio o jorge miguel.

com culpa, não são só os pés que não têm ritmo. nada tem ritmo.
a culpa é das piores coisas que se podem sentir. porque, para além de nos deixar completamente amarrotadas, é completamente nociva. antes fosse estéril – não criava. mas cria. cria um dívida que, vamos a ver, não sabemos como se gerou nem como a podemos saldar.
janela fora com ela! e vida fora, com quem no-la faz sentir.
eu, cá, agarrei nela e transformei-a em adubo.
só vos digo, tenho tido dos jardins mais floridos, que jamais houvera imaginado poder possuir. no meio desses jardins, a flor mais valiosa: a minha Maria.

oh miúda, anda embora para casa. já não sei que hei-de fazer – já comi, a cesária évora canta sózinha na sala, eu ando aqui, dói-me a barriga…

ah! vou regar as plantas!

uma coisa que me satisfaz, é poder partilhar a Maria com todas as pessoas que conheço.  e isso não tem nada a ver com o facto de ter uma relação assumida e tal e tal e tal – quero lá saber dessa cena!
satisfaz-me porque a partilha é das melhores coisas da vida. partilhar quem se ama, permite-nos “mostrar” as outros, o porquê de em determinada altura dizermos que estamos encantados! e a sensação de que, para além de nós, há um rol de mundo que gosta da pessoa que nós amamos, é única!

daí que não entendo quem seja possessivo e ciumento, e queira guardar a outra pessoa só para si. mas pior que isso, não entendo como é que alguém se pode sentir feliz dentro dessa prisão! e a aceite! juro que não! e frases do tipo “se sente ciúmes é porque gosta de mim” fazem-me vomitar!

(ai credo, logo de manhã é pesado demais! desculpem! vou ali beber café)

abr07-154a.jpg

se algum dia (pensares em) me abandonar,
vou chorar todas as pedras da praia da parede.
só ficarei satisfeita, quando não se vir, sequer, um grão de areia.
depois, fecho a porta e vou para casa.

estarei a morrer de fome, quando me reencontrares.
mal disposta, como só eu – para sentires saudades.
(há algo doentio na comiseração – mas, no limite, nenhum de nós a ela escapa!)

já não quero para mim, senão a verdade.
a verdade do sentimento. a lealdade da comoção. a transparência das discordâncias.
esgotei o tempo das experiências.
já só tenho quarenta anos para viver.

hoje à noite vou levar a minha rapariga a ver a Ala dos Namorados. eu até nem sou grande fã, mas o amor tem destas coisas.

“tem mãos de pianista (por acaso tem, e são lindas!)
pernas de equilibrista (nada disso! pernitas tortas é o que é!)
e o cazulo da fé no coração” (da fé e do amor – aquele coração é imenso!)

(ai credo! ando tão apaixonada…)

a esta hora está a minha Maria a prepara-se para fazer de parteira assistente!
nem sei como é que ela consegue!

(aqui para nós que ela não nos ouve, ontem houve preparação específica: uma boa dose de chocolate, que a carne é fraca!)

pssssst!
miúda, é contigo mesmo!
que tal apanhar-te quando sair, marginal até ao fundo, subir a serra de sintra e comer um travesseiro?
(estamos em casa antes do cair da noite)

correio

meiavolta(at)gmail(dot)com

fotografias

todas as fotografias aqui reproduzidas são da autoria de ©Anabela Mendes, excepto se forem identificadas.

acordo ortográfico

não sei como se faz e nem quero saber!

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